segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Análise de Propaganda

Na primeira propaganda (I), da cerveja BRAHMA de 2009, tem como foco principal o prazer obtido com a compra da cerveja e não o produto. O fundo da imagem, azul com nuvens e uma praia ao fundo, indicam o paraíso associado a imagem do céu com as sensações de paz e tranqüilidade. Já mais a frente aparecem duas mulheres altas de cabelos compridos sorrindo, uma loira e uma morena, bronzeadas, vestidas somente com a parte de baixo de um pequeno biquíni vermelho (cor do rótulo da marca anunciada) indicando que está calor. Já na parte de cima, ao invéz de ter a outra parte do biquíni, três garrafas de cerveja BRAHMA estão "tampando" as partes íntimas das duas mulheres que reforçam a imagem da “mulher objeto. Acima, vindo da cabeça delas, há dois balões de pensamento, usados em histórias em quadrinhos, pintados com cor que assemelhasse ao fogo mais sem nada escrito, fazendo com que o consumidor imagine o que elas podem estar pensando de provavelmente algo malicioso, tal que nem pode aparecer na propaganda. Mais abaixo, ao lado da mulher morena, há escrito de preto a frase que as mulheres mandam aos consumidores: "Um beijo com carinho" o que aumenta a imaginação e a sensualidade transmitida para o consumidor. Por fim, no canto direito da imagem aparece o nome e o símbolo da cerveja BRAHMA.
A propaganda trabalha com a imagem e o controle de qualidade da cerveja, para mostrar para o telespectador o porquê que a BRAHMA é gostosa. As imagens estão relacionadas à beleza, a sensualidade e ao erótico feminino pois devem chamar a atenção do público alvo: os homens. Logo, ao atribuir a sensualidade à imagem da cerveja, ela passa a não ser somente um objeto de consumo, mas uma fonte de prazeres, indicando que, quando adquirido tal produto você se sentirá como no paraíso e irá atrair para você mulheres como as da propaganda somente por você estar com a cerveja tão desejada.
Os corpos femininos são explorados detalhadamente, centímetro a centímetro, e suas formas e cores alimentam o imaginário do consumidor na tentativa de atraí-lo e levá-lo a compra, enfatiza Thais Conde, escritora de um blog relacionado as propagandas. A cerveja por ela mesma não tem um poder de venda, já que, se adquirida, as conseqüências não são boas, por isso é necessário ela estar associada a outros valores (atribuídos nesse caso à mulher) para se tornar um objeto de desejo e consumo. Aparecendo ao lado de objetos de consumo, como a cerveja, os corpos femininos prometem um paraíso erótico que, em suma, são, para o público masculino, os representantes principais do que é desejável, utilizando assim esses recursos de obsolescência perceptiva e planejada ao mostrar como a cerveja satisfaz as "necessidades" de prazer dos consumidores com aparência inovadora e mais agradável do que as demais bebidas.
Nesta propaganda, apresenta de diferença o fato de elas serem mulheres e não homens, que são supostamente o "sexo dominante" e as mulheres o "sexo frágil". Enquanto apresenta como identidade o fato delas serem altas, magras, brancas, sendo uma ainda loira, que é a maior preferência, ambas com cabelos lisos e bronzeadas, gerando assim preconceito em relação às demais mulheres que não são “bonitas” a atraentes como ela.
Observo que a propaganda em questão usa de com concepções e ideais que apresentam a feminilidade e a masculinidade baseadas em atributos antigos ao da sociedade atual, delineando uma relação não coerente para todos entre sexo, gênero e desejo. Elas acabam por afirmar modelos tradicionais, criando preconceitos relacionados a mulher e falsos estereótipos. Os diálogos e as imagens veiculadas pela mídia formam símbolos e concepções que constroem uma cultura baseada na exploração e na dominação, em geral, dos homens.
Tudo isto se deve ao fato de que a partir dos anos 90, com o avanço da globalização no mundo capitalista, os países periféricos e os desenvolvidos passam a se integrar mais economicamente com a entrada das transnacionais como meio de exploração, fazendo com que o comércio internacional aumente, o que faz acelerar o consumo tantos dos países ricos como os mais pobres. Além disso, as indústrias de tecnologia de ponta desenvolvem-se fazendo com que o ritmo de expansão das indústrias de terceira geração apresentem ritmos fantásticos de crescimento.
Segundo afirma Haruf S.E, as multinacionais constituem a vanguarda dessas transformações e, através de seus cientistas, técnicos e trabalhadores altamente especializados, comandam os novos processos de mudança na sociedade. A ciência e a tecnologia estão na base dessas mudanças, tornando-se o fator decisivo na intensificação da dominação do capital sobre o trabalho.
O crescimento dos meios de comunicação, como os jornais, por todo o país em meados do século 19 levou à sofisticação e ao desenvolvimento da maneira como os anúncios eram planejados e produzidos, sendo voltados ao rápido consumismo para atender os avanços das multinacionais. Além disso, o surgimento, no início da década de 50, dos anúncios publicitários em cores deu um grande impulso ao mercado publicitário que acompanhava os avanços tecnológicos.
 Na década de 50, com o pós-guerra, são criados os mecanismos de obsolescência perceptiva e planejada a fim de estimular o superconsumismo através da falsa "necessidade" de consumir junto à oposições nas propagandas que geram preconceitos(diferença) e identidade. Além disso, a partir dos anos 50, com a chegada da televisão e com os avanços dos meios de comunicação, estes passas a ser as bases da propaganda moderna nos padrões como conhecemos hoje, com muitas imagens e pequenas frases chocantes que nos induzem a um padrão "certo" de vida que nos deixará feliz.
Já na segunda propaganda (II), também da cerveja BRAHMA só que anterior à década de 30, apresenta como foco somente o produto e em suas qualidades: as cervejas BRAHMA são as melhores. Nela, não há fundo, sendo toda praticamente de cor preta, sendo fria e direta, ou seja, não associando nada de prazer ao produto. No meio da imagem há uma mulher "comum" sorrindo com uma roupa semelhante a de garçonetes, com uma camisa branca e um avental verde escuro, e com um chapéu verde na cabeça, segurando ao alto um copo cheio de cerveja. Assim, enquanto a propaganda I foi produzida para gerar obsolescência perceptiva a II focaliza apenas as características do produto não associando nenhuma sensação de prazer à mulher que segura o copo de cerveja.
Isto ocorre porque na década de 20, por não ter essa necessidade de induzir as pessoas a um consumismo constante, só se falava das características boas do produto, por isso a utilização de poucas imagens e mais textos. Já nas propagandas atuais, há uma "promessa" associada a características externas ao produto.
Desse modo, as culturas dominantes veiculadas nas propagandas de cerveja contribuem para que a dominação masculina perpetue, fortalecendo a discriminação das mulheres na sociedade. A mulher (e por extensão o seu corpo - assim fragmentados 
dando evidencia somente a algumas partes) somente está presente nas propagandas para ser “consumida” assim como a cerveja.
Sendo, portanto uma violência simbólica de gênero, pois, ela acaba por evidenciar e até mesmo criar, através de representações do cotidiano e imagens, os valores e crenças dominantes, aumentando as desigualdades de gênero. Para se compreender a dominação e a "importância" masculina é importante analisar o que levou os corpos do sexo feminino a serem dominados, determinados gestos, posturas, disposições ou marcas da sua submissão ligados, geralmente, a antigos princípios.
  Como vivemos em uma cultura estabelecida pela mídia, as propagandas de cerveja, um exemplo do poder de persuasão desta, utilizam, em sua maioria, representações falsas sobre as mulheres que circulam na sociedade mas que agradam ao público alvo masculino, atraindo o sexo masculino para a compra de cerveja. Essas representações são estabelecidas como realidade pela mídia através das instituições de comunicação, como a TV, os rádios e as revistas. À proporção que associam comportamentos, valores, atitudes a um ou a outro gênero, as representações midiáticas ajudam, a formular o que reconhecemos como feminilidade e masculinidade, estando embutidas, portanto as relações de poder entre os gêneros.

Fontes: 
HARUF, S.E."Ciência, Capitalismo e Globalização". ed. FTD, 1998. p.90-91
THAIS, C. "A mulher na propaganda de cerveja". Disponível em: <http://thaisconde.com/blog/index.php/2010/07/13/a-mulher-na-propaganda-de-cerveja?page=2>

Grupo 9ºD:
Ana B. n°02
Natália n°25
Renata n°29
Victor Brunello n°33
Vivianne n°36
 










quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Roupas que geram eletricidade: uma nova fonte de energia possivelmente ecológica

Tema:
  • A grande novidade: roupas que produzem energia elétrica através dos movimentos humanos
  • Linha de roupas foi criada pelo XS Labs que desenvolveu o 'Captain elétrico e bateria Boy ‘:
  • uma coleção de três peças eletrônicas que aproveitam a energia passiva do organismo
  • através da restrição e remodelação dos movimentos do corpo
  • produz energia suficiente para abastecer -se e gerar eventos de som e luz sobre o corpo.
  • os três vestidos são classificados como "STICKY","STIFF" e "ITCHY", ou seja, pegajoso, duro e coçador respectivamente.
  • são feitos de couro sintético com a silhueta de couro legítimo.
  • A empresa norte-americana XS Labs, criou em 2009 uma coleção de vestidos que, através da energia cinética do corpo, geram energia até para ligar um mp3.
  • Porém, esta proposta não comprova a veracidade de que seus vestidos, feitos de couro sintético e couro legítimo, não causam impactos ambientais.
  • Esta inovação, traz como proposta a ideia de não gerar impacto ambiental, mas sim, possivelmente, uma nova fonte de energia
Pergunta:
  • Porém, surgiram dúvidas a respeito do que tais roupas são feitas(couro legítimo e sintético):
  • Como é o processo da produção delas?
  • Quais as condições dos trabalhadores que as produzem?
  • São produzidas industrialmente?
  • Qual a origem dos materiais que as compõem?
  • Tais roupas são mesmo ecológicas?
  • Será melhor ter uma roupa que gera energia mais causa impacto ou uma roupa ecológica mais que não gera energia?
Couro Natural:


  • A origem do couro nos mostra que, desde antigamente, o homem vem utilizando o couro como matéria-prima para diversas áreas.
  • Ao longo de sua evolução, o homem procurou obter, a partir da pele, praticamente todos os artefatos de que necessitava, ou seja, recipientes, vestimentas, armas de caça, artefatos guerreiros e sandálias.
  • O couro natural, como era retirados dos animais, tornava-se rígido e rapidamente apodrecia.
  • Logo, o homem foi desenvolvendo formas de tornar o couro cru em couro curtido, por meio da utilização de óleos de animais para a conservação mais prolongada das peles.
  • Com o tempo, as diversas maneiras de curtimento e conservação do couro evoluíram até o surgimento de vários tipos de couro, como o sintético, que é obtido artificialmente "imitando" o couro natural, sendo feito de PVC, um derivado de petróleo.
    • Processos de produção do Couro Natural:
      Começa na própria atividade pecuária, seguida pela decepação dos animais, o descarne nos abatedouros e a aplicação de conservantes químicos.
      • É gerado muita poluição e problemas climáticos nessa etapa, como a alta emissão de gás metano:
      • > considerado o terceiro gás que provoca efeito estufa
      • > possui um potencial de aquecimento 60 vezes maior que o C02
      • >tem alta capacidade de absorção radiação infravermelha (calor), o metano gera outros gases do efeito estufa - CO2 e O3
      • Outras substâncias geradas:
      • >gasosa: Gás amoníaco (NH3) que, se inalado provoca corrosões, COV*, compostos orgânicos que possuem alta pressão atmosférica e um odor desagradável;
      • >líquida: Líquidos eliminados pelas peles e restos animais (sal) e contaminação das águas superficiais
      • >sólida: Ácido sulfídrico (H2S), NH3, COV* e contaminação do solo e águas subterrâneas.
        1. Ribeira:
        • operação que deixa o couro sob a ação de uma substância que contém água que hidrata, limpa e prepara a pele para curtir.
        • resíduos gerados que contaminam o meio ambiente em forma gasosa: H2S, NH3, COV* e odor desagradável
        • líquida: Cal, sulfeto de sódio, cloreto de sódio, aminoácidos, abulmina e contaminação das águas superficiais
        • sólida: Restos de animais (colágeno, tecido muscular, gordura e sangue) e contaminação do solo e águas subterrâneas.
        2. Curtimento:
        • realizado em duas etapas: difusão e fixação na qual se procuram favorecer a reação das moléculas curtentes com a estrutura protéica.
        • gases produzidos em forma líquida: ácidos minerais e orgânicos, cromo, taninos e contaminação das águas superficiais.
        3.Acabamento:
        • o conjunto final das etapas que confere ao couro o seu aspecto definitivo.
        • Para tal, é necessário uma máquina de seção de acabamento onde há a aplicação de produtos químicos à superfície dos couros.
        • Desta reação resíduos contaminantes do ar atmosférico são gerados:
        • forma gasosa: COV* e odor desagradável
        • líquida: Banhos residuais contendo cromo, taninos, sais, corantes, óleos, etc e contaminação das águas superficiais
        • sólida: Restos de couro (pó, farelo, recortes semi-acabados e acabados), pó de lixa e resíduos de tintas e resinas.
        Couro Sintético:
        • Ele não é nem couro nem ecológico.
        • É feito de PVC (derivado de petróleo).
        • Tem em sua composição fibras sintéticas como nylon, poliéster e poliuretano, todos com tempo de degradação de aproximadamente 400 anos e derivados do petróleo.
        • Roupas feitas de couro sintético podem sujar terrenos baldios ou entupir os mares por muito tempo, oferecendo risco para os animais marinhos.
        • A publicidade e marketing, através da mídia, difundem um valor de consumo "ecologicamente correto".
        Conclusão:
        • A linha de roupas criada, geradora de eletricidade, não é exatamente ecológica, como afirma sua criadora, a empresa XS Labs dos EUA.
        • Tais vestidos podem ser uma nova fonte de energia a partir da energia cinética do corpo, mas estes também geram muito impacto ambiental, por serem feitos de couro legítimo e sintético.
        • O couro legítimo é responsável por aumentar o efeito estufa e a poluição do ar atmosférico.
        • O couro sintético: é derivado de uma fonte de energia não renovável e composto pro fibras que chegam a demorar até 400 anos para se decomporem, gerando maior poluição e comprometendo a vida marinha.
        • Substituição de sua composição, couro legítimo e sintético, para a de tecidos sustentáveis, feitos de partes que já existiam antes, economizando água, energia e matérias-primas, utilizados no processo de produção das roupas, evitando o acúmulo do material em lixões e aterros e prolongando sua vida útil.

      sábado, 18 de setembro de 2010

      Considerações Finais

      A linha de roupas criada, geradora de eletrcidade, não é exatamente ecológica, como afirma sua criadora, a empresa XS Labs dos EUA. Seus vestidos podem ser uma nova fonte de energia a partir da energia cinética do corpo, mas estes também geram muito impacto ambiental, por serem feitos de couro legítimo e sintético.
      O couro legítimo, desde sua extração até o acabamento, é responsável por aumentar o efeito estufa e a poluição do ar atmosférico, liberando, durante seu processo de produção, substâncias gasosas, líquidas e sólidas altamente contaminantes do meio ambiente. Já o couro sintético, além de ser derivado de uma fonte de energia não renovável, o petróleo, é composto pro fibras que chegam a demorar até 400 anos para se decomporem, gerando maior poluição e compremetendo a vida marinha.
      Deve-se pensar nos limites: a natureza precisa exalar oxigênio (mais árvores) suficiente para absorver o carbono da atmosfera (menos resíduos tóxicos). Por outro lado, existem problemas sociais a serem resolvidos que podem merecer mais recursos naturais do que o necessário para grandes inovações tecnológicas, como é o caso dos vestidos da XS Labs. Neste contexto, uma possível solução para a não sustentabilidade destes vestidos seria a substituição de sua composição, couro legítimo e sintético, para a de tecidos sustentáveis, feitos de partes que já existiam antes, economizando água, energia e matérias-primas, utilizados no processo de produção das roupas, evitando o acúmulo do material em lixões e aterros e prolongando sua vida útil. Assim, tais vestidos seriam duplamente benéficos ao meio ambiente, sendo sustentáveis e criando uma nova fonte de energia renovável.

      sexta-feira, 17 de setembro de 2010

      Referências Bibliográficas

      ARAÚJO, M.A. Produtos ecológicos para uma sociedade sustentável. Disponível em: http://www.idhea.com.br/pdf/sociedade.pdf. Acesso em: 08/set.2010.

      BARROS, I.S. O luxo do lixo: eco design uma nova perspectiva para a indústria da moda.
      Universidade de Pernambuco. Disponível em: http://www.antennaweb.com.br/edicao6/artigos/edicao6artigo4_eco.pdf. Acesso em: 03/set.2010.

      CANTO, E.L. Minerais, Minérios, Metais - De onde vêm? Para onde vão?. 2.ed. São Paulo: Moderna, 2004.p. 136-138.

      IHA, O.K.; SUAREZ, P.A.Z.Composição e análises físico-químicas das diversas oleaginosas para a produção de combustíveis alternativos. Universidade de Brasília, Instituto de Química, CP 4478, 70904-970, Brasília- DF, Brasil. Disponível em: http://e-groups.unb.br/iq/pg/resumo/osvaldo.pdf. Acesso em: 10/set.2010.

      JÚNIOR, A.R.P.; KOZLOWSKI, L.A.; CORAIOLA, M. Fibras. Universidade Católica do Paraná. Disponível em: http://hotsite.marista.org.br/congressobio/EnvioArquivos/08-06/artigos/Airton%20R%20Pinto%20Jr,%20Luiz%20A%20Kozlowski%20e%20Márcio%20Coraiola_Fibras.pdf. Acesso em: 10/jun.2010.

      MOTTA, R.S. Os impactos ambientais da alca no Brasil. Rio de Janeiro, julho de 2003. Disponível em: http://getinternet.ipea.gov.br/pub/td/2003/td_0962.pdf. Acesso em: 03/set.2010.

      NETO, S.P.; PINTO JR., A.R. Energia. São José dos Pinhais, PR. Disponível em: http://hotsite.marista.org.br/congressobio/EnvioArquivos/08-06/artigos/Sylvio%20Pellico%20Netto%20e%20Airton%20Rodrigues%20P%20Jr_Energia.pdf. Acesso em: 10/jun.2010.

      SEABRA, L.G. Fashion Cibernético – Algo para vestir, nem tanto, algo para interagir, um pouco mais. FAV da Universidade Federal de Goiás, UFG. Disponível em: http://www.anpap.org.br/2009/pdf/cpa/lavinnia_seabra_gomes.pdf. Acesso em: 02/ago.2010.
      SCHULTE, N.K; LOPES, L.L. Modapalavra e-periódico. Sustentabilidade Ambiental: Um desafio para a moda. Ano 1, n.2, ago-dez 2008, pp. 30 - 42. ISSN 1982-615x. Disponível em: http://www.ceart.udesc.br/modapalavra/edicao2/files/sustentabilidade_ambiental-neide_e_luciana.pdf . Acesso em: 05/set.2010.

      quinta-feira, 16 de setembro de 2010

      Resumo e palavras-chave

      Título: A possível sustentabilidade em roupas que geram energia
      Subtítulo: criação de vestidos com o intuito de serem uma nova fonte de energia possivelmente ecológicos.
      ou
      Roupas que geram eletricidade: uma nova fonte de energia possivelmente ecológica.
      resumo: Este artigo tem como objetivo descobrir se os vestidos que geram energia, apontados como ecológicos, criados pela empresa XS Labs são mesmo sustentáveis. Para tal, através descrição do processo de produção destes, veremos a sua relação com o meio ambiente.
      palavras-chave: meio ambiente; roupas; couro; couro sintético; energia
      abstract : This article aims to discover if the dresses that generate energy, indicated as green, created by the company XS Labs are really sustainable. To this end, through description of the production process of these, see their relationship with the environment.
      keywords: environment; clothes, leather, synthetic leather, power

      quarta-feira, 15 de setembro de 2010

      Desenvolvimento

      A empresa norte-americana XS Labs, criou em 2009 uma coleção de vestidos que, através da energia cinética do corpo, geram energia até para ligar um mp3. Esta inovação, traz como proposta a ideia de não gerar impacto ambiental, mas sim, possivelmente, uma nova fonte de energia. Porém, esta proposta não comprova a veracidade de que seus vestidos, que são feitos de couro sintético e couro legítimo, não causam impactos ambientais. Assim para melhor analisar como agem e do que são compostos estes três vestidos criados pela XS Labs, na primeira etapa da pesquisa iremos descrevê-los mais precisamente, tentando também, através dos processos de produção do couro, apresentados na segunda etapa, e sua matéria-prima, ver se estes são realmente ecológicos.
      
      (Figura 1)Vestido "Sticky", da coleção da XS Labs 2009
      Fonte:  http://featuresfashion.blogspot.com/2009/11/captain-electric-modela-o-corpo-e.html
      
      O primeiro vestido, o "Sticky", é feito de couro sintético, o que impede o movimento natural do corpo. Suas mangas são amarradas como cascas duras no tórax e quadril (Figura 1). Tal restrição faz com que o corpo se mova em movimentos mais acentuados e potentes, ativando a produção de energia para abastecer o vestido. Este poder gerado fica acumulado e assim alimenta uma série de sistemas de "LEDs", integrados em formas de silicone, fica escondido por ser costurado no bolso.
      micro-lâmpadas, os
      
      (Figura 2)Vestido "Stiff", da coleção da XS Labs 2009
      Fonte:  http://featuresfashion.blogspot.com/2009/11/captain-electric-modela-o-corpo-e.html
      
       Já o "Stiff", também feito de couro sintético, lembra a postura causada pela rigidez muscular, tendo uma silhueta que chama a atenção para as costas e os ombros do indivíduo (Figura 2). Como ela faz  pressão nas costas do usuário, a energia gerada ativa um mp3 player e alto-falante integrado ao capô.
       Por fim, o "Itchy" tem a silhueta de couro legítimo costurado e decorado com grandes colares de lã (Figura 3). O resto é cercado com estruturas em camadas, oferecendo uma sensação de conforto. As camadas dos colares são rodeadas de golas volumosas de lã e seus sistemas"itchiness" obrigam o usuário a  movê-las para trás e para frente sobre o corpo.
      (Figura 3)Vestido "Itchy", da coleção da XS Labs 2009
      Fonte:  http://featuresfashion.blogspot.com/2009/11/captain-electric-modela-o-corpo-e.html


       Na segunda etapa, através de subdivisões, vamos descrever, detalhadamente, desde a primeira forma de produção de couro até a forma utilizada atualmente com os avanços tecnológicos, bem como sua relação com o meio ambiente.
       - O COURO LEGÍTIMO E SINTÉTICO:
      A origem do couro nos mostra que, desde antigamente, o homem vem utilizando o couro como matéria-prima para diversas áreas.
      Ao longo de sua evolução, o homem procurou obter, a partir da pele, praticamente todos os artefatos de que necessitava, ou seja, recipientes, vestimentas, armas de caça, artefatos guerreiros e sandálias. A pele e o couro também serviram como elemento de construção nas primeiras cabanas.
      O couro natural, como era retirados dos animais, tornava-se rígido e rapidamente apodrecia. Logo, o homem foi desenvolvendo formas de tornar o couro cru em couro curtido, por meio da utilização de óleos de animais para a conservação mais prolongada das peles.
      Com o tempo, as diversas maneiras de curtimento e conservação do couro evoluíram até o surgimento  de vários tipos de couro, como o sintético, que é obtido artificialmente "imitando" o couro natural, sendo  feito de PVC, um derivado de petróleo.

      - PROCESSOS DE PRODUÇÃO DO COURO :
      O Couro, por ser um produto natural,  exige particularidades decorrentes da criação e do processo de industrialização dos animais.
       A produção de todos os tipos de  couro começa na própria atividade pecuária, seguida pela decepação dos animais, o descarne nos abatedouros e a aplicação de conservantes químicos. Nesta etapa, é gerado muita poluição e problemas climáticos como a alta emissão de gás metano, que é considerado o terceiro gás que provoca efeito estufa (depois do dióxido de carbono e vapor d'água). Ele possui um menor tempo de residência na atmosfera, quando comparado com o CO2. No entanto, ele possui um potencial de aquecimento 60 vezes maior. Além da alta capacidade de absorção radiação infravermelha (calor), o metano gera outros gases do efeito estufa - CO2 e O3 troposférico e vapor de água estratosférico. Se houvesse na atmosfera quantidades iguais de metano e de dióxido de carbono, o planeta poderia  ser inabitável.
       Além disso,  na conservação e armazenamentos das peles, formam-se  muitas substâncias que são contaminantes do meio ambiente, que são resultantes em forma gasosa: Gás amoníaco (NH3) que, se inalado provoca corrosões, COV*, compostos (orgânicos que possuem alta pressão atmosférica sob condições normais a tal ponto de vaporizar significativamente e entrar na atmosfera) e um odor desagradável; líquida: Líquidos eliminados pelas peles e restos animais (sal) e contaminação das águas superficiais  e sólida: Ácido sulfídrico (H2S), NH3, COV* e contaminação do solo e águas subterrâneas.
       Após tratada, a pele do gado é vendida para os curtumes, onde será submetida a outros processos até que se obtenha o couro propriamente dito. O processo de fabricação do couro consiste basicamente em "transformar" a pele verde ou salgada do gado em couro, através de etapas feitas em uma indústria, que são ideais para a transformação do couro cru para a confecção de calçados, peças de vestuários, revestimentos de estofamentos de automóveis bem como de outros artigos. Tais etapas são: 1.Ribeira; 2.Curtimento; 3.Pré-acabamento e 4. Acabamento.

      1. Ribeira: é a operação que deixa o couro sob a ação de uma substância que contém água que hidrata, limpa e prepara a pele para curtir. Após a Ribeira, a pele do gado apresenta-se limpa e livre de qualquer material indesejado, porem não apresenta estabilidade, estando sujeita à deterioração e a putrefação. Nesta etapa, são gerados além da purificação da pele bovina, resíduos que contaminam o meio ambiente em forma gasosa: H2S, NH3, COV* e odor desagradável; líquida:  Cal, sulfeto de sódio, cloreto de sódio, aminoácidos, abulmina e contaminação das águas superficiais e sólida: Restos de animais (colágeno, tecido muscular, gordura e sangue) e contaminação do solo e águas subterrâneas.
       2. Curtimento: é realizado em duas etapas, a inicial é a de difusão, onde são favorecidos a  penetração dos princípios ativos pelo ajuste de pH das peles e das concentrações das soluções com os agentes curtentes, e a etapa final é de fixação na qual se procuram favorecer a reação das moléculas curtentes com a estrutura protéica.
      A primeira etapa começa pelo manuseio de equipamentos dotados de um grande cilindro oco (tambor), os fulões, geralmente de madeira, em cujo interior são dispostas as peles que os operários  manejam em lote de  couros recém-saído da etapa de  ribeira, para a seqüência das operações. 
      Os curtumes são responsáveis por grande parte da geração de resíduos que afetam o meio ambiente, os quais, gerados no processo de curtimento, são classificados em: gases e emissões, aparas, serragem e lodos da estação de tratamento de efluentes líquidos e aqueles provenientes dos banhos. A produção de couro, até o estágio do pré-acabamento, produz 85% do resíduo ambiental da cadeia produtiva. Estes gases e emisões são produzidos a partir da reação química das moléculas curtentes com a estrutura protéica e se apresentam em forma líquida, sendo: ácidos minerais e orgânicos, cromo, taninos e contaminação das águas superficiais.
      3.Pré-Acabamento: já na máquina descarnadeira, ocorre a remoção da grande quantidade de carne aderida à superfície interior e, principalmente, inferior das peles do gado. Com isso, é feita a operação de recorte e ajuste das extremidades das peles bovinas, após descarne e divisão delas.
      A segunda etapa vai desde o estiramento e secagem das peles até a absorção, em operações físico-mecânicas onde se aplicam produtos à superfície dos couros e polímeros termoplásticos para dar algumas das propriedades físicas finais aos couros.
      4.Acabamento: é o conjunto final das etapas que confere ao couro o seu aspecto definitivo. Para tal, é necessário uma máquina de seção de acabamento onde há a aplicação de produtos químicos à superfície dos couros. Desta reação entre os produtos químicos e as peles bovinas, resíduos contaminantes do ar atmosférico são gerados em forma gasosa: COV* e odor desagradável; líquida: Banhos residuais contendo cromo, taninos, sais, corantes, óleos, etc e contaminação das águas superficiais e sólida: Restos de couro (pó, farelo, recortes semi-acabados e acabados), pó de lixa e resíduos de tintas e resinas.

      - PROCESSOS DE PRODUÇÃO DO COURO SINTÉTICO:
      A matéria-prima usada no processo de curtimento do gado, pode ser vinda de três fontes diferentes: vegetal, mineral e sintético. Este último, sendo o tipo de couro pesquisado por nós e usado na composição dos três vestidos.
       Sintético: Detalhadamente, os processos de produçao do couro sintético, além de serem as mesmas do couro natural, são feitas a partir de duas fases. A primeira fase é a preparação do plastisol que consiste em PVC, poliuretano, micro fibra de couro natural e outros agentes químicos. Depois disso, o plastisol é aplicado sobre o tecido preparado, formando então, uma raspa aveludada imitando o couro. A segunda fase, é a preparaçao de outro plastisol, especialmente formado para formar a outra parte do material que é coberto por uma camada de pvc ou poliuretano e aplicado sobre o material adquirido na primeira fase, formando então um couro sintético de dupla face.
       Para tal, os curtentes principais utilizados são: “Sintans”/”sintanas”/”sintanos” – uso exclusivo (mais raro) ou combinado com o cromo ou taninos (mais comum), em curtimento ou recurtimento (após cromo ou taninos) – produtos sulfonados de fenol, cresol e naftaleno ou resinas de poliuretanos ou acrílicas; alguns aldeídos modificados também podem ser utilizados.
      Produtos auxiliares: Agentes pré-curtentes, branqueadores, seqüestrantes, engraxantes.
       A questão do“couro sintético” é um pouco mais preocupante do que a do couro legítimo, já que ele não é nem couro nem ecológico. Existem vários materiais chamados de couro sintético, mas que são feitos de PVC (derivado de petróleo). O couro sintético tem em sua composição fibras sintéticas como nylon, poliéster e poliuretano, todos com tempo de degradação de aproximadamente 400 anos e derivados do petróleo, fonte de energia que dentro de pouco menos que 4 anos pode acabar, como afirmam os engenheiros Netto e  Pinto Jr (2010).
      A análise da química é de extrema importância para o couro e muitos outros processos propriamente ditos. A indústria, o processo do couro e as análises químicas estão unidos indiretamente, sendo dependente diretamente uma da outra, cada uma delas tendo funções fundamentais para que o couro se transforme em matéria prima.
      Todos os produtos sintéticos levam milhares de anos para se decompor naturalmente. Roupas feitas de couro sintético podem sujar terrenos baldios ou entupir os mares por muito tempo, oferecendo risco para os animais marinhos. Entra então o papel da publicidade e marketing, que através da mídia, difunde um valor de consumo “ecologicamente correto”. Alguns, acrescentam este valor até mesmo ao que não possui vantagens ecológicas divulgando, por exemplo, que seu produto é reciclável, sem existir a coleta deste material após o consumo para que ele seja de fato reciclado. Um exemplo é chamar o couro sintético de “couro ecológico”.
      Segundo afirma o engenheiro Pacheco (2005), uma vez que você extrai petróleo para produzí-lo, você está gastando um recurso não renovável, enquanto pode ser mais correto utilizar o couro natural de um animal que exista controle de população.
      Fontes: http://featuresfashion.blogspot.com/2009/11/captain-electric-modela-o-corpo-e.html ; http://ecotrendstips.wordpress.com/2009/10/;
      http://modafeevale.wordpress.com/2009/12/14/moda-movimento-energia-uma-receita-sustentavel/#more-1076http://hotsite.marista.org.br/congressobio/Paginas/Detalhes_08artigos.aspx?ID='4'; http://hotsite.marista.org.br/congressobio/Paginas/Detalhes_08artigos.aspx?ID='2'; http://www.cicb.com.br/noticias-do-mercado-do-couro.php;
      http://www.cetesb.sp.gov.br/Tecnologia/producao_limpa/documentos/curtumes.pdf; http://e-groups.unb.br/iq/pg/resumo/osvaldo.pdf; http://www.idhea.com.br/pdf/sociedade.pdf; http://www.ceart.udesc.br/modapalavra/edicao2/files/sustentabilidade_ambiental-neide_e_luciana.pdf;

      Grupo - 9ºD
      Vivianne n°36
      Renata n°29
      Natália n°25
      Ana B. n°02
      Victor Brunello n°33

      quinta-feira, 2 de setembro de 2010

      Couro Sintetico e os impactos ambientais

      -roupas e produtos ecologicos contribuem para o desemvolvimento de um modelo economico sustentável, ajudam o planeta.sao exemplos desses produtos as roupas de algodao organico, de fibra vejetal e de couro vegetal(emborrachado de latex imitando couro).
      -o couro normal gera impactos ecologicos, entao uma opçao para isso seria curtir a pele em tanino(extrato vegetal)com curtente transformando-o em um couro que possui alta qualidade,resistencia, e possui bom comercio.
      -o processo é de baixo custo e trara muitos beneficios
      Ana Beatriz n°2
      fonte:
      -CC Hilbig - VARIA SCIENTIA, 2009 - e-revista.unioeste.br

      -http://www.idhea.com.br/pdf/sociedade.pdf

      --------------------------------------------------------------------------------------------------------
                                TEXTO PARA O DESENVOLVIMENTO

                  Hoje em dia, com todas as preocupaçoes ecologicas, estao sendo ultilizados produtos, e até mesmo roupas de materiais ecologicos, como o algodão organico e o COURO SINTETICO.
                 Como o couro normal gera impactos ecologicos, está sendo ultilizado o couro sintetico que consiste em curtir a pele em tanino(extrato vegetal)com curtente trasnformando-o em um material resistente e de qualidade.Ele tem sua composiçao de fibras sinteticas como nylon,poliester e poliuretano, alem do fato de ser facil de limpar e ser muito vendido, pois tendo em vista que ele é muito mais barato que o couro normal, mais pratico e nao gera impactos ambientais, que sao um dos maiores problemas da atualidade.
                Ate agora pensamos que o couro sintetico era totalmente ecologico, ou seja, nao causava impacto ambiental algum, mas a verdade é que alguns desses materias tambem causa impactos ambientais, como o couro sintetico que é produzido com PVC que é um derivado de petroleo, esse material so nao gera impactos quando é produzido com PVC reciclado, já o couro ecologico é menos poluente que o sintetico, pois usam substancias naturais e biodegradáveis, tem menos restricoes no mercado e usam menos agua.
                 Em geral o couro ecologico é feito de pele de animais, a diferença esta no processo de curtimento: em vez de usar metais pesados, em especial o cromo, ele usa substancias alternativas, como os taninos vegetais.
                  Detalhadamente, os processos de produçao d couro sintetico sao os seguintes: a primeira fase é a preparaçao do plastisol que consiste em PVC, poliuretano, micro fobra de couro natural e outros agentes quimicos, depois disso o plastisol é aplicado sobre o tecido preparado, formando entao, uma raspa aveludada imitando o couro; a segunda fase é a preparaçao de outro plastisol, especialmente formado para formar a outra parte do material que é coberto por uma camada de pvc ou poliuretano e aplicado sobre o material adquirido na primeira fase..formando entao um couro sintetico de dupla face, sendo uma em forma de pele de couro e outra em forma de couro lissou gravado.
                 Tendo em vista os processos de produçao e o fato de que o couro sintetico é feito de petroleo, podemos perceber que ele gera menos impactos que o couro tradicional alem de ser mais barato, mas mesmo assim gera impactos ambientais, uma opçao seria ultilizar o couro ecologicoque é produzido apartir de materiais alternativos e PVC reciclado alem de seu curtimento ser feito com menos agua e evita o uso de metais pesados como o cromo, ultilizando materiais alternativos, mas tendo isso em vista nao sabemos se a roupa geradora de energia pode ter seu couro sintetico substituido por couro ecologico tendo os mesmos efeitos(gerar energia)

      Ana Beatriz nº2
              

      Roupas Ecologicamente Corretas

      -Algumas peças orgânicas chegam a custar 30% mais caro que peças tradicionais
      -Quando citados, os produtos ecológicos são tidos com feitos à mão, artesanais.
      -O uso de matérias primas renováveis obtidas de maneira sustentável ou ou por bio-tecnologia não transgênica permitem classificar um produto as partir de critérios ambientais.
      -Alguns exemplos são roupas de algodão orgânico, de juta (fibra vegetal), couro vegetal, comsméticos não testados em animais, produtos de limpeza biológicos, roupas pet (feitas a partir de garrafas pet), etc.
      -Equipamentos energéticamente eficientes na produção (que funcionam a partir de energia eólica, solar, hidroelétricas, etc.).

      - É um dos  mercados de maior potencial neste século é o de produtos ecológicos voltados ao consumidor final.
       -Sabemos que a transição  para uma sociedade sustententável poder· ter lugar se 
      um grande número de pessoas reconhecer uma oportunidade para melhorar seu grau de 
      bem estar.
      - Algumas grandes grifes já desenvolveram linhas ecológicas, mais a maioria das marcas ainda não tem esse tipo de roupas.
      Os benefÌcios são de proporções muito maiores do que uma simples estratégia de 
      marketing.

      Fontes do trabalho
       http://www.intercom.org.br/papers/regionais/nordeste2008/resumos/R12-0714-1.pdf








      Natália Camargo 9D número 25

      Roupas Ecologicas-couro sintetico

      Couro sintético


      -produçao de plastisol, cujo ingrediente pvc, poliuretano, micro fibre de couro natural e alguns agentes quimicos
      -misturados e refinados e em seguida aplicados sobre o tecido preparado
      -formando entao uma raspa aveludada imitando couro
      -a preparaçao de outro plastisol, especialmente misturado para formaçao de outra face do material
      -é xoberto por uma camada de pvc ou poliuretano e aplicado sobre o material da fase anterior
      -formando entao um couro sintetico de dupla face
      -sendo uma em forma de pele de couro e outra em forma de couro lisoou gravado
            
      Algumas vantagens do couro sintetico:


      -não têm aparência nem toque de plástico
      -tem muita gente que faz questão do sintético por não colaborar com a crueldade e matança dos animais
      -o preço de uma bolsa ou bota, por exemplo, que levam grande quantidade de material é sempre mais acessível quando se usa couro sintético
      -o sintético vem em rolos que otimizam seu aproveitamento, enquanto que o couro vem em "peças" que acabam sobrando em vários pequenos retalhos.

      Victor Brunello n º 33

      quarta-feira, 1 de setembro de 2010

      Producao e utilizacao dos produtos feitos com garrafas PET.

      -As garrafas pet podem chegar a quatro séculos para se decompor , por isso devemos ter a iniciativa da coleta e da reutilização para por exemplo fazer roupas com o tal material.


      -Para fazer tecido com garrafa pet , se utiliza tecidos de composição mista , na qual inclui-se fibra reciclada , comprada já pronta.

      -As garrafas PET são feitas a partir do Politeftalato de etileno , o PET.

      -Processo de produção : As garrafas PET conquistadas muitas vezes a partir da recliclagem , os catadores separam as garrafas por cores , retiram as tampas e rótulos , depois são moídas , reduzidas em pequenos pedaços passam por processos de fusão de 300 graus , filtragem e retirada de impurerzas.Depois o material vai a uma maquina em que separa os filamentos resultando numa fibra 20% mais fina do que algodão.depois disso a fibra pode ser utilizada sozinha ou com outros fios como seda ou algodão , portanto ao invés da garrafa PET ser jogada fora , ela vira roupa para ser reutilizada.

      -Está surgindo a idéia de uniformes escolares feitos a partir do tecido produzido pelas garrafas PET.

      -Para fazer uma camiseta , são utilizadas 2,5 garrafas PET.



      Podemos citar como vantagem da reciclagem da garrafa PET ser a redução do volume do lixo nos aterros , visando que a garrafa PET demora ate quatro séculos para se decompor.Economia de petróleo já que o plástico é um derivado , portanto para fazer o tecido PET não precisa utilizar petroleo.A economia de eneergia na produção de novos plásticos , já que eles são reutilizados e transformados em roupas.Tambem podemos citar a geração de renda , desde o coletador de garrafas PET até quem trabalha nas fabricas , portanto ao mesmo tempo que ajuda o meio ambiente ,pois é um material reutilizado , ajuda famílias porque a transformação da garrafa PET para tecido gera empregos.



      -A reciclagem da garrafa PET para a transformação em tecido é feita por empresas especializadas .

      -Mas todo o processo começa a partir de cada um , se você pensa ‘’eu tenho 2 garrafas PET , porque jogar no lixo reciclável? São só duas , não vai fazer diferença’’.Faz diferença sim! Com duas garrafas PET é possível fazer uma camisetae a pele, além de ter cores diferenciadas e ser tão ou mais durável comparada às demais.

      -Para o lixo virar luxo , é preciso da ajuda de muitas pessoas , basta jogar lixo reciclado no lixo reciclado , para assim , fazer a sua parte na ajuda do meio ambiente , se cada um ajudar , nem que seja muito é possível um grande resultado.

      -Diminui o uso do algodão e assim , o numero de árvores desmatadas.

      -O Brasil já recicla 35% do lixo.

      -Desta forma , a reciclagem a e geração de empregos se tornam maiores.

      -Podemos citar uma empresa brasileira chamada Fujiro , que é de Santa Catarina.Ela produz ecobags , uniformes , acessórios entre outros produtos e ainda tem o compromisso com a sustentabilidade e a consciência ecológica.

      -Busca poupar recursos naturais , minimizar os impactos causados pelo meio ambiente e principalmente despertar a importância da reciclagem e dos produtos feitos por materiais reutilizados.



      -Diferente do que muitas pessoas pensam , a malha reciclada tem uma textura suave e não agride a pele , alem de terem cores diferentes e ser tão ou mais duráveis comparada as demais. 


      -Engana-se quem pensa que as ecobags são feias , porque elas já

      são um sucesso , já existem até sites , onde você pode comprar a

      sua ecobag online.

      -O pão de açúcar (supermercado) está dando desconto para os clientes que utilizarem as ecobags para guardar suas comprar ao invés das sacolinhas plásticas , uma ótima idéia , já que as sacolinhas demoram ate 100 anos para se decompor e a ecobag é um produto totalmente ‘’verde’’ .

      -Além de empresas como o pão de açúcar , lojas famosas como ELLUS , IDIOCE , M.OFFCER , TNG , LE LIS BLANC , Y-MAN , SPEZZATO , ALCAÇUZZ , CORI/LUIGI BERTOLLI , ZOOMP/ZAPPING, MIXED , BOB STORE , MERCEARIA e ROSA CHÁ já estão incluindo em suas coleções tecidos feitos de materiais reciclados.



      Fonte: http://atitudesustentavel.uol.com.br/blog/2010/07/15/acompanhe-a-producao-de-tecidos-de-garrafa-pet/

      http://www.fujiro.com.br/fujiro.php

      http://recicla.wordpress.com/2007/11/08/a-garrafa-de-ontem-e-a-roupa-de-amanha/

      http://www.oguiaverde.com/?p=2916



      Renata Sundfeld Cerqueira 9D n29

      domingo, 22 de agosto de 2010

      Pesquisa para elaboração de artigo

      - A importância do petróleo em nossa sociedade, tal como está atualmente organizada, é extensa e fundamental.
      - O petróleo não é apenas uma das principais fontes de energia utilizadas pela humanidade. Além de sua importância como fornecedor de energia, os seus derivados são a matéria-prima para a manufatura de inúmeros bens de consumo, como o couro sintético, e, deste modo, têm um papel cada dia mais presente, relevante e DEPENDENTE na vida das pessoas.
      - A concepção de um mundo sem as comodidades e benefícios oferecidos pelo petróleo implicaria na necessidade de uma total mudança de mentalidade e hábitos por parte da população, numa total reformulação da maneira como a nossa sociedade funciona.
      - Nesse contexto, a etapa de refino é o coração da indústria de petróleo, pois sem a separação em seus diversos componentes, o petróleo em si, possui pouco ou nenhum valor prático e comercial.
      - A importância do refino dentro de toda a cadeia produtiva do petróleo não se resume apenas ao ponto de vista estratégico.
      - Do ponto de vista ambiental, as refinarias são grandes geradoras de poluição.
      - Elas consomem grandes quantidades de água e de energia, produzem grandes quantidades de despejos líquidos, liberam diversos gases nocivos para a atmosfera e produzem resíduos sólidos de difícil tratamento e disposição.
      - Em decorrência de tais fatos, a indústria de refino de petróleo, pode ser, e muitas vezes é, uma grande degradadora do meio ambiente, pois tem potencial para afetá-lo em todos os níveis: ar, água, solo e, conseqüentemente, a todos os seres vivos que habitam nosso planeta.
      - Apesar dos avanços tecnológicos que ocorreram neste último século,infelizmente, vários dos equipamentos e técnicas de refino utilizados por muitas refinarias ao redor do mundo são relativamente primários, não tendo mudado muito ao longo das últimas décadas, talvez por falta de interesse ou de conhecimento de tais técnicas.
      - Entretanto, sabemos que o petróleo não deixará de apresentar a importância que possui ao longo dos próximos anos, a menos que haja alguma incrível e revolucionária descoberta de algum substituto a altura.
      - Deste modo, podemos admitir que as refinarias irão continuar a existir, pelo menos enquanto as reservas de petróleo continuarem a ser exploradas e continuarem a produzir.
      - Assim sendo, faz-se necessária a integração da variável ambiental no planejamento, na concepção, e, acima de tudo, na operação das refinarias.
      - A solução para o problema da poluição certamente não é fechar as refinarias ou reduzir os níveis de produção, um pensamento totalmente inviável do ponto de vista prático.
      - A questão da poluição, não apenas aquela provocada pelas refinarias de petróleo, mas a produzida pela indústria de um modo geral, constitui não apenas um problema, mas também em um desafio para a gerência das empresas, que precisam se posicionar de maneira efetiva e eficaz perante a situação, abandonando, de uma vez por todas, a tendência de minimizar a questão, ou até mesmo fingir que a mesma não existe.
      - A dimensão da problemática ambiental associada às refinarias pode ser mais facilmente compreendida se relatarmos alguns fatos recentes da história do Brasil.
      - Por exemplo, nas décadas de 70 e 80, a região do entorno da Refinaria Presidente Bernardes, em Cubatão, era conhecida como “Vale da Morte”, e representava um símbolo da poluição industrial no país. A poluição gerada pelo pólo petroquímico ali existente, do qual a refinaria faz parte, atingia níveis alarmantes naquela época. A poluição atmosférica provocava doenças respiratórias na população, além de terem ocorrido vários casos de bebês nascidos com problemas de má formação.
      - A poluição também ocasionava a precipitação de chuvas ácidas, responsáveis pela degradação da paisagem do local. A vegetação da Serra do Mar foi seriamente afetada pelas chuvas ácidas, tendo havido a necessidade da realização de obras de contenção de encostas com a finalidade de se evitar desmoronamentos.
      - Após a imprensa insistir em noticiar repetidamente tais fatos, a Petrobras e outras empresas realizaram ações que já resolveram grande parte do problema, devido à pressão imposta.
      - Hoje, não são raras as empresas do pólo industrial que buscaram e buscam soluções para reverter os anos de débito para com o meio ambiente, mostrando, desta forma, que a questão ambiental pode ser levada em consideração de forma eficiente pelas mesmas.
      - Atualmente a região degradada está recuperada e os índices de poluição não são mais elevados como eram na década de 80.
      -Mais recentemente, os acidentes de 18 de janeiro, na REDUC (Refinaria Duque de Caxias, Duque de Caxias, Rio de Janeiro), e de 16 de julho, na REPAR (Refinaria Presidente Getúlio Vargas, Araucária, Paraná), resultaram em danos à imagem não apenas da Petrobras, empresa responsável pelas duas refinarias, mas também da indústria de refino nacional como um todo.
      -  Ficou a sensação, nos meios públicos, de que refino e gestão cuidadosa do meio ambiente são duas questões incompatíveis. Após os acidentes, a imprensa se encarregou de divulgar alguns fatos desagradáveis sobre a gestão ambiental da empresa, como, por exemplo, a notícia de que existem várias unidades de processamento da REDUC que até hoje não possuem licença do órgão ambiental competente para operar.
      - Infelizmente, o que se observa na maior parte das refinarias brasileiras é que ainda não existe a cultura da prevenção à poluição, estando a gestão ambiental das mesmas direcionada para o cumprimento das exigências dos órgãos governamentais de controle ambiental, refletindo a cultura empresarial do tipo Controle de Fim de Linha e gestão ambiental do tipo reativa.
      - Para se ter uma idéia da dimensão da importância da questão ambiental em outros países do mundo, estima-se que, nos Estados Unidos, o setor petrolífero precisará investir cerca de 160 bilhões de dólares em meio ambiente nos próximos vinte anos, a fim de atender a uma legislação ambiental muito mais exigente do que a adotada atualmente no Brasil.
      - Por todas essas considerações, esse nos parece ser um momento extremamente oportuno para uma abordagem séria da interface refinarias – meio ambiente.
      -Além disso, a ocorrência dos acidentes anteriormente mencionados comprovou a existência de problemas com a gestão ambiental das refinarias de nosso país. Acreditamos que tais fatos destacam mais uma vez a necessidade de que a ampliação das refinarias existentes e a construção de novas refinarias no Brasil precisa ser feita de modo que as devidas preocupações com o meio ambiente sejam seriamente inseridas em seu planejamento. Nesse sentido, é importante salientar que o Parque de Refino brasileiro já está no limite de sua capacidade.
      - A maioria das refinarias brasileiras está passando, ou irá passar nos próximos dois anos, por reformas visando o aumento de sua capacidade de processamento e/ou de sua complexidade. Além desse fato, a construção de uma nova refinaria no Ceará já foi aprovada pela diretoria da Petrobras.
      - A inserção da variável ambiental nos processos produtivos tem sido um sério e importante desafio para a indústria.
      - Atualmente, o compromisso com o desenvolvimento sustentável supera as obrigações éticas e morais, tornando-se uma demanda da sociedade.
      - Tal compromisso já é um fator limitante para a sobrevivência da empresa nos mercados, na medida em que a imagem negativa associada às empresas que degradam o meio ambiente é capaz de influenciar a opinião de boa parcela dos consumidores.
      - Por outro lado, apesar de representarem uma ameaça potencial para o meio ambiente, as refinarias também desempenham um papel positivo perante a sociedade, sendo fontes geradoras de empregos e pagadoras de impostos.
      - Com base nos resultados setoriais do modelo CGE [Tourinho e Kume(2002)], estimamos as resultantes variações nos níveis de emissão de poluição e do uso de água e energia no setor industrial brasileiro devidas à Alca. Os resultados são muito interessantes, pois espera-se que os impactos ambientais diretos agregados da Alca sobre a economia brasileira sejam, em geral, de muito pouca monta e na direção de uma intensidade mais baixa na poluição do ar, em termos de material particulado e SO2, e de usos de energia.
      - Por outro lado, poderá ocorrer um aumento na intensidade de poluição e uso da água e nas emissões de CO2. Essas alterações ocorrerão nos poucos setores onde já existem políticas tecnológicas e ambientais dinâmicas e motivação para atender às regras ambientais mais estritas do mercado de exportação.
      - Os determinantes da adoção de práticas de controle, estimadas em Seroa da Motta (2001) e Ferraz e Seroa da Motta (2002), mostram que, além das sanções e da pressão do público, o setor industrial é motivado a melhorar seu desempenho por causa das restrições à expansão do mercado de exportação. Com base em todas essas evidências, é importante ser sugerido estratégias que melhorem ainda mais o desempenho atual, junto com a eficiência econômica e a competitividade.
      - A legislação ambiental e sua aplicação no Brasil,mostra que, embora o monitoramento seja ainda fraco em alguns estados, o licenciamento e as ações judiciais do Ministério Público são ferramentas eficazes dessa aplicação.
      - Olhando especificamente para os impactos da Alca sobre a economia brasileira,os resultados de um recente estudo CGE [Tourinho e Kume (2002)], que fez uma estimativa dos impactos diretos da liberalização do comércio foram apresentados. Os resultados mostram que a produção de açúcar, calçados e artigos de couro, ferro e aço e produtos vegetais aumentaria de 3,6% a 13,7%. A variação no aumento das exportações será também a maior nesses setores, acrescidos do setor de vestuário, que tem um desempenho similar.
      - As importações aumentariam em vários setores industriais, como, por exemplo, o de montagem de veículos e o de madeira e mobiliário.Com base nesses resultados do modelo CGE, seguindo o exercício seminal sobre os impactos ambientais diretos da liberalização do comércio do Nafta feito por Grossman e Krueger (1993), calculamos os impactos ambientais da Alca na economia brasileira pelo produto desses resultados setoriais sobre a produção, a exportação e a importação, e os coeficientes de poluição setorial e do uso de recursos naturais.
      - Com base nesse simples procedimento, pudemos identificar as variações dos níveis de emissão de cada setor e de toda a economia para quatro poluentes (matéria orgânica e inorgânica, particulados e dióxido de enxofre), usando dois conjuntos de dados de coeficientes de poluição, a saber, os do Estado de São Paulo e da EPA dos Estados Unidos (IPPS). Os resultados são muito interessantes, pois espera-se que os impactos ambientais diretos agregados da Alca sobre a economia brasileira sejam, em
      geral, muito pequenos e na direção de:

      • mais baixa intensidade na poluição do ar por particulados e SO2 e nos usos de
      energia;
      • mais alta intensidade na poluição e usos da água, e nas emissões de CO2.

      - No exercício com o modelo CGE, a produção de açúcar, ferro e aço, calçados e couro e o processamento de produtos vegetais (chocolate, arroz, tabaco, frutas etc.) dominam os aumentos em potencial na emissão e nos níveis de uso resultantes dos impactos diretos da liberalização do comércio da Alca.
      -  Como estes são setores orientados para a exportação, conforme sugeriu nossa análise do desempenho ambiental, eles tenderiam a adotar sistemas aperfeiçoados de controle ambiental. De fato, nós brevemente mostramos que eles já estão patrocinando centros de pesquisa tecnológica e empregando sólidas políticas de gestão ambiental com várias iniciativas avançadas.
      -  Portanto, a melhoria das práticas de controle ambiental já existentes nesses setores pode reduzir ainda mais os impactos ambientais da Alca na economia brasileira.
       -  Empresas grandes e internacionais competindo nos mercados externos são as mais capazes e estimuladas para melhorar seu desempenho ambiental. Com base em todas essas evidências, os reguladores podem seguir estratégias que iriam melhorar ainda mais o desempenho atual, junto com a eficiência econômica e a competitividade. Para realizar isto, é recomendado:

      1. Estimular a cooperação e a integração das políticas ambientais e comerciais em níveis ministeriais.

      2. Como a poluição da água e seus usos parecem ser o principal impacto potencial da Alca, é muito auspicioso estimular as atuais iniciativas para a aplicação de cobranças de água, que fazem parte da nova legislação da água no Brasil. Com esse instrumento, a mitigação industrial total poderia ser alcançada a níveis mais altos com mais baixos custos sociais totais e, portanto, com mais alta eficiência econômica, além de gerar algum nível de receita a ser canalizada para a redução do pagamento de outros tributos (como o que incide sobre o trabalho, por exemplo) ou até para aumentar os orçamentos para o monitoramento e a aplicação da regulamentação ambiental. 21

      3. Manter opções de créditos subsidiados, mas no sentido de que eles reforcem os laços entre o acesso a este crédito e o status de cumprimento da regulamentação.
      - Entretanto, deve-se observar que os subsídios desviam recursos de outras políticas governamentais, e que o cumprimento, como anteriormente demonstrado, pode ser alcançado com instrumentos que sejam neutros em termos fiscais.

      4. Estimular a pesquisa tecnológica para o setor de processamento de produtos vegetais, que é diversificado em termos de produção e de locação e, portanto, não tem conseguido reunir esforços de P&D e de indicadores de políticas ambientais que passem por todos os seus vários atores.

      5. Promover o intercâmbio entre os centros de pesquisa privada existentes, dos principais setores industriais, e os centros de pesquisa públicos internacionais, para aumentar o acesso à informação sobre economia de custos e, portanto, reduzindo os custos de transação da implementação de procedimentos orientados para essas finalidades.

      6. Criar mecanismos que facilitem às comunidades locais o acesso à informação sobre o desempenho ambiental das empresas e, com isso, somar esforços complementares à aplicação da regulamentação. Isso pode ser feito com iniciativas de baixo custo, como: inventário das liberações de poluição e lista das melhores ou piores empresas de acordo com parâmetros específicos do status de cumprimento da regulamentação.
      Fonte: http://getinternet.ipea.gov.br/pub/td/2003/td_0962.pdf;
      Vivianne Ribeiro Fábrio nº36

      Pesquisa para elaboração de artigo

      - Nos dias atuais, é grande a oferta nas vitrines das lojas de todas as cidades brasileiras de produtos feitos em “couro sintético”, “couro ecológico”, “couríssimo” dentre outras variações. Temos visto que muitos consumidores estão sendo enganados pela falta de informação, destes produtos, por entenderem que estão comprando algo similar ao couro.
      - É preciso saber que nenhuma nomenclatura citada refere-se realmente ao termo couro. O Art 8º da Lei Federal nro 11.211 de 19 de Dezembro de 2005 determina que “é proibido o emprego, mesmo em língua estrangeira, da palavra “couro” e seus derivados para identificar as matérias-primas e artefatos não constituídos de produtos de pele animal”.
      - A mesma lei define o termo couro da seguinte maneira: “É o produto oriundo exclusivamente de pele animal curtida por qualquer processo, constituído essencialmente de derme:”
      - As diversas oleaginosas e gorduras animais são fontes energéticas renováveis utilizadas para a produção de biocombustivel, pelo processo de transesterificação que modifica o triacilglicerideo em alquil ester o qual este poderá ser usado em motores a combustão interna sem modificação e num futuro próximo, suprir a falta de diesel derivado de petróleo, do qual a sociedade é totalmente dependente.
      - A produção deste tem por finalidade minimizar a quantidade de poluentes no meio ambiente com combustíveis mais limpos e aumentar a inclusão social e econômica
      - As fontes energéticas presente no Brasil são das mais variadas, sejam elas de origem animal ou vegetal.
      - Com o aumento do preço do petróleo e a poluição causada por seus derivados, a procura por combustíveis renováveis e mais baratos está cada vez maior.
      - Uma das fontes energéticas é a utilização de oleaginosas com melhores características e propriedades, para a produção de combustível mais prático e barato a partir de energia renovável.
      - Osntriglicerídeos mais adequados a produção do biocombustivel são os que apresentam alquil 10
      ésteres com propriedades físico-químicas mais semelhantes ao diesel, como viscosidade, densidade. As alternativas mais adequadas no Brasil são o óleo de soja, sebo de boi e que alem satisfazerem as propriedades físico-químicas melhor se adaptam a região. E há outras oleaginosas que podem vir a ser produzidos em escala industrial, mas no momento ainda estão sendo produzidas em pequenas agriculturas.
      -  No entanto, existe algumas oleaginosas, como a mamona, não é uma boa alternativa para a produção de biocombustível por apresenta a hidroxila no carbono 12 do ácido ricinoleico e apresentar a viscosidade muito elevada por causa da interação de Van der Waals e a ligação de hidrogênio que alteram muito a qualidade do combustível, no entanto este pode ser utilizado para a produção de polímeros e várias outras alternativas.
      -  Com isso a produção de biocombustivel é atualmente a forma mais fácil e barata para a implementação de uma energia mais barata, e menos poluente e que possa ser produzida em pequena e grande escala para todas as regiões, sem modificar a tecnologias dos motores existentes para a utilização deste alem de gerar mais emprego.
      Fonte: http://e-groups.unb.br/iq/pg/resumo/osvaldo.pdf;
      Vivianne Ribeiro Fábrio nº36

      sábado, 21 de agosto de 2010

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      - O mercado ligado à moda é caracterizado por mudanças cada vez mais rápidas e freqüentes;
      - há uma intensa concorrência resultante da globalização que resultam na busca de melhorias contínuas e formas de inovação do produto de moda.
      - O sistema de moda acaba por acompanhar de maneira rápida as mutações demercado surgindo então novo negócio: a moda sustentável.
      - Se na Alta Costura do começo do século vinte o luxo se manifesta pelo uso de matérias caros e exclusivos, o novo luxo de hoje está em consumir moda de uma maneira consciente feita com produtos reciclados ou pensados a partir de uma proposta do eco design.
      - As tendências de moda são o denominador comum em todo o mundo dos negócios de moda. Sendo o eixo central do sistema de moda que se torna cada dia mais complexo: “O trinômio tecnologia, moda e tendência é o principal eixo de sustentação da área e o ingresso na profissão pressupõe muito estudo para o desenvolvimento do domínio técnico e da capacidade criativa"
      - Com a fabricação de “produtos verdes” as empresas sustentáveis estão de olho num novo tipo de consumidor: o consumidor consciente que está disposto a pagar mais caro por produtos que carregam consigo valores do desenvolvimento sustentável, o que atualmente é algo difícil de se encontrar, já que o consumidor está cada vez mais preocupado em pagar menos(e consequentemente comprar mais) do que poluir menos.
      - A consolidação da moda sustentável é encontrada em estilistas e empresas do segmento da eco moda se diferenciam no mercado de moda por planejar e oferecer produtos diferenciados, baseados nos padrões da sustentabilidade, atrativos aos olhos de consumidores de produtos ecologicamente corretos, cada vez mais informados e exigentes.
      - Assim, é possível afirmar que a moda verde baseada nos conceitos do Eco design está se tornando o  novo luxo do século XXI, opondo-se ao consumismo desenfreado típico da Era do consumo.
      - Nesta nova realidade a  chance da consolidação dos princípios do desenvolvimento sustentável dá indícios de concretização de um novo perfil de consumidor mais reflexivo e menos sensível aos apelos do marketing.
      - Neste contexto é perceptível que o fenômeno Moda exerce forte influência sobre as pessoas, através da mídia, sendo capaz de propor novos produtos desenvolvidos com um apelo ecológico, gerando novos comportamentos de consumo e refletindo o espírito da sociedade que começa a vislumbra o desenvolvimento sustentável e um consumo consciente como uma nova realidade de que as coisas/os princípios já não são como os de antigamente.
      Fonte: http://www.antennaweb.com.br/edicao6/artigos/edicao6artigo4_eco.pdf;
      Vivianne Ribeiro Fábrio nº36

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      -  Estabeleceu-se no século XXI o conceito de ‘ desenvolvimento ambientalmente sustentável’, e sua implicação na criação de produtos para o vestuário.
      -  O consumidor, a indústria, o criador de novos produtos, todos têm papéis determinantes na consolidação deste paradigma. Os impactos ambientais devem ser considerados em todas as etapas nos projetos de novos produtos, da origem da matéria-prima até o descarte pelo consumidor.
      -   O desenvolvimento sustentável é um grande desafio para a criação de novos produtos para o vestuário de moda, pois o ciclo de vida muito curto e muitas vezes caro destes produtos, e o apelo ao consumismo, representam um entrave.
      -  Diante deste contexto, são identificados novos cenários para a moda.
      - Tornou-se imperativo a preservação ambiental.
      - Não é mais uma luta apenas para ambientalistas e ecologistas, mas para todos os seres humanos, por ser uma necessidade mundial.
      - Embora tenham ocorrido diversas iniciativas na última década, esta-se chegando a um ponto crítico, em que estamos começando a sentir com mais nitidez os efeitos do aquecimento global. Se não forem intensificadas as ações para promover a preservação ambiental, a vida no planeta Terra estará cada vez mais comprometida, seja das gerações futuras de humanos e ou dos demais seres vivos.
      -  O antropocentrismo, que vê o homem como centro do universo, deve dar lugar ao biocentrismo, segundo a qual todas as formas de vida são igualmente importantes, não sendo a humanidade o centro da existência, em que se valoriza todas as formas de vida existentes no planeta Terra, considerando um que cada vida tem um valor inerente, portanto deve ser respeitada pelos humanos.
      - O produto do vestuário de moda exerce forte influência sobre as pessoas, que passam a segui-lá.
      - Assim, propor produtos desenvolvidos com um apelo ecológico é um meio de estimular e consolidar o desenvolvimento sustentável e o consumo consciente.
      fonte:

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      - No Brasil, os produtos ecológicos são conhecidos como artefatos elaborados artesanalmente com matérias-primas naturais ou, em âmbito empresarial, de equipamentos e sistemas para controle de emissão de poluentes, tratamento de efluentes e resíduos industriais.
      -  Para o consumidor da nossa sociedade, o conhecimento do que seja um produto ecológico comercial para seu uso ainda é algo distante e rotulado como "feio"
      - Produto ecológico é todo artigo que, artesanal, manufaturado ou industrializado, de uso pessoal, alimentar, residencial, comercial, agrícola e industrial, seja não-poluente, não-tóxico, notadamente benéfico ao meio ambiente e à saúde, contribuindo para o desenvolvimento de um modelo econômico e social sustentável
      Exemplos:
      - O uso de matérias-primas naturais renováveis, obtidas de maneira sustentável ou por biotecnologia não-transgênica, bem como a reciclagem de matérias-primas sintéticas por processos tecnológicos limpos (sem a emissão de poluentes e sem o uso de insumos agressivos) permitem classificar um produto a partir de critérios ambientais.
      - Para exemplificar, alimentos orgânicos são produtos ecológicos, como também o são roupas de algodão orgânico, de juta (fibra vegetal) e couro vegetal (emborrachado de látex imitando o couro); cosméticos não-testados em animais; produtos de limpeza biológicos, inseticidas biológicos, roupas de PET reciclado ou de hemp industrial, adesivos à base de óleos vegetais, tintas à base de silicato de potássio ou caseína de leite, plásticos biodegradáveis, chapas de plástico reciclado, telhas recicladas, combustível vegetal (biodiesel), biogás, tijolos de solo-cimento e muito outros, que podem ser incorporados ao cotidiano de qualquer cidadão.
      - Equipamentos energeticamente eficientes, não-poluentes, que utilizem tecnologias limpas ou renováveis (como sistemas de energia eólica(do vento), solar, para conversão de biomassa em energia e microusinas) também são sustentáveis, uma vez que são capazes de atender a demanda por energia, sem esgotar os recursos naturais ou alterar drasticamente a geografia dos ecossistemas.
        - Critérios de Sustentabilidade:
      - Para que um produto seja classificado como ecológico, todos os processos produtivos devem ser ambientalmente adequados e sua comprovação deve ser atestada por uma entidade independente. A empresa deve planejar o produto em todo o seu processo de fabricação.
      - Essas medidas afetam não apenas a empresa, mas também seus fornecedores e consumidores, em suma, todos os elos da cadeia produtiva, por ser quase impossível serem encontrados produtos que possam ser feitos sem NENHUM impacto ambiental em todo o seu processo de fabricação.
      - Como o Brasil ainda engatinha nesse sentido e a implantação desses procedimentos está ao alcance apenas de empresas geralmente comandadas por empresários idealistas, a solução proposta pelo IDHEA(Instituto para o Desenvolvimento da Habitação Ecológica) é classificar e certificar os produtos em categorias que podem ser as seguintes: Produto Recomendado (Ecológico e Tecnologias Sustentáveis), Produto Correto (Reciclados e que mesclem matérias-primas naturais a sintéticas) e Produto Aceitável (de Baixo Impacto Ambiental, isto é, a opção menos pior em termos ambientais).
      - Essa estratificação não é uma adaptação de parâmetros que já são aplicados na União Européia.
      - Esses indicadores servem para mostrar o desempenho sustentável de cada ecoproduto, cuja classificação pode ser redefindida à medida em que seus componentes e processos empregados para sua elaboração se aproximem da excelência ecológica.
      - As empresas que conseguissem produzir tais produtos com excelência ganhariam pontos junto ao consumidor e ao mercado, reduziriam custos decorrentes da insalubridade no uso de materiais agressivos à saúde e meio ambiente e, caso houvesse envolvimento do governo, poderiam receber incentivos fiscais –algo semelhante à Lei Rouanet para a cultura- ou mesmo crédito mais fácil.
      - Outra opção de benefício seria tributar menos ou não tributar produtos reciclados, cuja matéria-prima seria tributada apenas uma vez, quando virgem. Fazendo com que tais produtos sejam mais acessíveis ao consumidor.
      - Esse tipo de certificação forneceria parâmetros de credibilidade para esses novos produtos, criando um mercado verde forte e consistente, contribuindo para a construção de uma sociedade sustentável. Além dos produtos, toda uma série de  redes de lojas verdes e publicidade verde teria espaço para crescer.
      - Adotar uma política favorável ao mercado de produtos ecológicos é uma prova de que as necessidades do homem moderno podem ser conciliadas com o uso dos recursos naturais e que a ecologia, mais do que um conceito ou peça de marketing, também é um fator de cidadania.
      fonte: http://www.idhea.com.br/pdf/sociedade.pdf;
      Vivianne Ribeiro Fábrio nº36

      quinta-feira, 12 de agosto de 2010

      Roupas geradoras de energia são ecológicas?

      Os esforços da indústria da moda para incorporar princípios da sustentabilidade são cada vez maiores. Mais do que utilizar tecidos ou materias ecologicamente corretos, a novidade agora são roupas que produzem energia elétrica através dos movimentos humanos. Com essa concepção, seria possível imaginar que o ser humano poderia gerar eletricidade através do uso de certas roupas ?  Pois foi exatamente a partir desta ideia que uma linha de roupas foi criada pelo XS Labs que desenvolveu o 'Captain elétrico e bateria Boy ', uma coleção de três peças eletrônicas que aproveitam a energia passiva do organismo através da restrição e remodelação dos movimentos do corpo, a fim de produzir energia suficiente para abastecer -se e gerar eventos de som e luz sobre o corpo.
       Os três vestidos são classificados como "STICKY","STIFF" e "ITCHY", ou seja, pegajoso, duro e coçador respectivamente. Estes vestidos são feitos de couro sintético com a  silhueta de couro legítimo costurado e decorado à lã e visam obrigar o corpo a mover-se em movimentos mais acentuados e potentes, de forma a ativar a produção de energia para abastecer o vestido.
       Porém, o que nosso grupo se perguntou ao ver do que tais roupas são feitas(basicamente couro sintético) foi: Como é o processo da produção delas? Quais as condições dos trabalhadores que as produzem? São produzidas industrialmente? Qual a origem dos materias que as compõem? Estes materias são reciclados ou biodegradáveis?
       Isto nos levou a pesquisar os processos de fabricação dessas roupas, que serão descritos ao longo da pesquisa, para ver se o couro sintético gera impacto ambiental.  Com isso, nós ligamos o item do subtema de n°1(ecossistemas e provisão) do Congresso Virtual Interdisciplinar Marista de Biodiversidade à nossa pesquisa: o de fibras, já que roupas são feitas de fibras, tanto naturais como sintéticas.
       Como afirmam os engenheiros Airton Rodrigues Pinto Júnior, Luiz Alberto Kozlowski e Márcio Coraiola(2010) presente no congresso virtual, as fibras podem ser divididas em naturais e artificiais (feitas pelo homem). Dentre as fibras naturais destacam-se as vegetais, animais e minerais. As fibras feitas pelo homem, ou seja, as sintéticas, são utilizadas como matéria-prima nos diversos segmentos da indústria, que também podem gerar poluição. As fibras vegetais apresentam grandes vantagens em relação às sintéticas, com destaque a conservação de energia, abundância no meio ambiente, baixo custo, não são prejudiciais à saúde, e são biodegradáveis. Fibras naturais como juta, algodão, sisal e coco também são abundantes em países com potencial agrícola Na indústria têxtil destacam-se as fibras vegetais de algodão, linho e rami, além das fibras animais de seda, amplamente utilizadas na confecção de tecidos.
      Assim, como existem fibras que causam mais impacto ambiental do que outras, como as sintéticas, vamos, através dos diferentes tipos de fibras, pesquisar o impacto causado por cada uma delas, para ver se é melhor para o meio ambiente a criação de novas fontes de energia renováveis através de roupas que usam da energia humana, mas que geram impactos ambientais, por serem feitas de fibras sintéticas, ou o uso de roupas feitas de fibras naturais, mas que não geram energia.