segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Análise de Propaganda

Na primeira propaganda (I), da cerveja BRAHMA de 2009, tem como foco principal o prazer obtido com a compra da cerveja e não o produto. O fundo da imagem, azul com nuvens e uma praia ao fundo, indicam o paraíso associado a imagem do céu com as sensações de paz e tranqüilidade. Já mais a frente aparecem duas mulheres altas de cabelos compridos sorrindo, uma loira e uma morena, bronzeadas, vestidas somente com a parte de baixo de um pequeno biquíni vermelho (cor do rótulo da marca anunciada) indicando que está calor. Já na parte de cima, ao invéz de ter a outra parte do biquíni, três garrafas de cerveja BRAHMA estão "tampando" as partes íntimas das duas mulheres que reforçam a imagem da “mulher objeto. Acima, vindo da cabeça delas, há dois balões de pensamento, usados em histórias em quadrinhos, pintados com cor que assemelhasse ao fogo mais sem nada escrito, fazendo com que o consumidor imagine o que elas podem estar pensando de provavelmente algo malicioso, tal que nem pode aparecer na propaganda. Mais abaixo, ao lado da mulher morena, há escrito de preto a frase que as mulheres mandam aos consumidores: "Um beijo com carinho" o que aumenta a imaginação e a sensualidade transmitida para o consumidor. Por fim, no canto direito da imagem aparece o nome e o símbolo da cerveja BRAHMA.
A propaganda trabalha com a imagem e o controle de qualidade da cerveja, para mostrar para o telespectador o porquê que a BRAHMA é gostosa. As imagens estão relacionadas à beleza, a sensualidade e ao erótico feminino pois devem chamar a atenção do público alvo: os homens. Logo, ao atribuir a sensualidade à imagem da cerveja, ela passa a não ser somente um objeto de consumo, mas uma fonte de prazeres, indicando que, quando adquirido tal produto você se sentirá como no paraíso e irá atrair para você mulheres como as da propaganda somente por você estar com a cerveja tão desejada.
Os corpos femininos são explorados detalhadamente, centímetro a centímetro, e suas formas e cores alimentam o imaginário do consumidor na tentativa de atraí-lo e levá-lo a compra, enfatiza Thais Conde, escritora de um blog relacionado as propagandas. A cerveja por ela mesma não tem um poder de venda, já que, se adquirida, as conseqüências não são boas, por isso é necessário ela estar associada a outros valores (atribuídos nesse caso à mulher) para se tornar um objeto de desejo e consumo. Aparecendo ao lado de objetos de consumo, como a cerveja, os corpos femininos prometem um paraíso erótico que, em suma, são, para o público masculino, os representantes principais do que é desejável, utilizando assim esses recursos de obsolescência perceptiva e planejada ao mostrar como a cerveja satisfaz as "necessidades" de prazer dos consumidores com aparência inovadora e mais agradável do que as demais bebidas.
Nesta propaganda, apresenta de diferença o fato de elas serem mulheres e não homens, que são supostamente o "sexo dominante" e as mulheres o "sexo frágil". Enquanto apresenta como identidade o fato delas serem altas, magras, brancas, sendo uma ainda loira, que é a maior preferência, ambas com cabelos lisos e bronzeadas, gerando assim preconceito em relação às demais mulheres que não são “bonitas” a atraentes como ela.
Observo que a propaganda em questão usa de com concepções e ideais que apresentam a feminilidade e a masculinidade baseadas em atributos antigos ao da sociedade atual, delineando uma relação não coerente para todos entre sexo, gênero e desejo. Elas acabam por afirmar modelos tradicionais, criando preconceitos relacionados a mulher e falsos estereótipos. Os diálogos e as imagens veiculadas pela mídia formam símbolos e concepções que constroem uma cultura baseada na exploração e na dominação, em geral, dos homens.
Tudo isto se deve ao fato de que a partir dos anos 90, com o avanço da globalização no mundo capitalista, os países periféricos e os desenvolvidos passam a se integrar mais economicamente com a entrada das transnacionais como meio de exploração, fazendo com que o comércio internacional aumente, o que faz acelerar o consumo tantos dos países ricos como os mais pobres. Além disso, as indústrias de tecnologia de ponta desenvolvem-se fazendo com que o ritmo de expansão das indústrias de terceira geração apresentem ritmos fantásticos de crescimento.
Segundo afirma Haruf S.E, as multinacionais constituem a vanguarda dessas transformações e, através de seus cientistas, técnicos e trabalhadores altamente especializados, comandam os novos processos de mudança na sociedade. A ciência e a tecnologia estão na base dessas mudanças, tornando-se o fator decisivo na intensificação da dominação do capital sobre o trabalho.
O crescimento dos meios de comunicação, como os jornais, por todo o país em meados do século 19 levou à sofisticação e ao desenvolvimento da maneira como os anúncios eram planejados e produzidos, sendo voltados ao rápido consumismo para atender os avanços das multinacionais. Além disso, o surgimento, no início da década de 50, dos anúncios publicitários em cores deu um grande impulso ao mercado publicitário que acompanhava os avanços tecnológicos.
 Na década de 50, com o pós-guerra, são criados os mecanismos de obsolescência perceptiva e planejada a fim de estimular o superconsumismo através da falsa "necessidade" de consumir junto à oposições nas propagandas que geram preconceitos(diferença) e identidade. Além disso, a partir dos anos 50, com a chegada da televisão e com os avanços dos meios de comunicação, estes passas a ser as bases da propaganda moderna nos padrões como conhecemos hoje, com muitas imagens e pequenas frases chocantes que nos induzem a um padrão "certo" de vida que nos deixará feliz.
Já na segunda propaganda (II), também da cerveja BRAHMA só que anterior à década de 30, apresenta como foco somente o produto e em suas qualidades: as cervejas BRAHMA são as melhores. Nela, não há fundo, sendo toda praticamente de cor preta, sendo fria e direta, ou seja, não associando nada de prazer ao produto. No meio da imagem há uma mulher "comum" sorrindo com uma roupa semelhante a de garçonetes, com uma camisa branca e um avental verde escuro, e com um chapéu verde na cabeça, segurando ao alto um copo cheio de cerveja. Assim, enquanto a propaganda I foi produzida para gerar obsolescência perceptiva a II focaliza apenas as características do produto não associando nenhuma sensação de prazer à mulher que segura o copo de cerveja.
Isto ocorre porque na década de 20, por não ter essa necessidade de induzir as pessoas a um consumismo constante, só se falava das características boas do produto, por isso a utilização de poucas imagens e mais textos. Já nas propagandas atuais, há uma "promessa" associada a características externas ao produto.
Desse modo, as culturas dominantes veiculadas nas propagandas de cerveja contribuem para que a dominação masculina perpetue, fortalecendo a discriminação das mulheres na sociedade. A mulher (e por extensão o seu corpo - assim fragmentados 
dando evidencia somente a algumas partes) somente está presente nas propagandas para ser “consumida” assim como a cerveja.
Sendo, portanto uma violência simbólica de gênero, pois, ela acaba por evidenciar e até mesmo criar, através de representações do cotidiano e imagens, os valores e crenças dominantes, aumentando as desigualdades de gênero. Para se compreender a dominação e a "importância" masculina é importante analisar o que levou os corpos do sexo feminino a serem dominados, determinados gestos, posturas, disposições ou marcas da sua submissão ligados, geralmente, a antigos princípios.
  Como vivemos em uma cultura estabelecida pela mídia, as propagandas de cerveja, um exemplo do poder de persuasão desta, utilizam, em sua maioria, representações falsas sobre as mulheres que circulam na sociedade mas que agradam ao público alvo masculino, atraindo o sexo masculino para a compra de cerveja. Essas representações são estabelecidas como realidade pela mídia através das instituições de comunicação, como a TV, os rádios e as revistas. À proporção que associam comportamentos, valores, atitudes a um ou a outro gênero, as representações midiáticas ajudam, a formular o que reconhecemos como feminilidade e masculinidade, estando embutidas, portanto as relações de poder entre os gêneros.

Fontes: 
HARUF, S.E."Ciência, Capitalismo e Globalização". ed. FTD, 1998. p.90-91
THAIS, C. "A mulher na propaganda de cerveja". Disponível em: <http://thaisconde.com/blog/index.php/2010/07/13/a-mulher-na-propaganda-de-cerveja?page=2>

Grupo 9ºD:
Ana B. n°02
Natália n°25
Renata n°29
Victor Brunello n°33
Vivianne n°36
 










quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Roupas que geram eletricidade: uma nova fonte de energia possivelmente ecológica

Tema:
  • A grande novidade: roupas que produzem energia elétrica através dos movimentos humanos
  • Linha de roupas foi criada pelo XS Labs que desenvolveu o 'Captain elétrico e bateria Boy ‘:
  • uma coleção de três peças eletrônicas que aproveitam a energia passiva do organismo
  • através da restrição e remodelação dos movimentos do corpo
  • produz energia suficiente para abastecer -se e gerar eventos de som e luz sobre o corpo.
  • os três vestidos são classificados como "STICKY","STIFF" e "ITCHY", ou seja, pegajoso, duro e coçador respectivamente.
  • são feitos de couro sintético com a silhueta de couro legítimo.
  • A empresa norte-americana XS Labs, criou em 2009 uma coleção de vestidos que, através da energia cinética do corpo, geram energia até para ligar um mp3.
  • Porém, esta proposta não comprova a veracidade de que seus vestidos, feitos de couro sintético e couro legítimo, não causam impactos ambientais.
  • Esta inovação, traz como proposta a ideia de não gerar impacto ambiental, mas sim, possivelmente, uma nova fonte de energia
Pergunta:
  • Porém, surgiram dúvidas a respeito do que tais roupas são feitas(couro legítimo e sintético):
  • Como é o processo da produção delas?
  • Quais as condições dos trabalhadores que as produzem?
  • São produzidas industrialmente?
  • Qual a origem dos materiais que as compõem?
  • Tais roupas são mesmo ecológicas?
  • Será melhor ter uma roupa que gera energia mais causa impacto ou uma roupa ecológica mais que não gera energia?
Couro Natural:


  • A origem do couro nos mostra que, desde antigamente, o homem vem utilizando o couro como matéria-prima para diversas áreas.
  • Ao longo de sua evolução, o homem procurou obter, a partir da pele, praticamente todos os artefatos de que necessitava, ou seja, recipientes, vestimentas, armas de caça, artefatos guerreiros e sandálias.
  • O couro natural, como era retirados dos animais, tornava-se rígido e rapidamente apodrecia.
  • Logo, o homem foi desenvolvendo formas de tornar o couro cru em couro curtido, por meio da utilização de óleos de animais para a conservação mais prolongada das peles.
  • Com o tempo, as diversas maneiras de curtimento e conservação do couro evoluíram até o surgimento de vários tipos de couro, como o sintético, que é obtido artificialmente "imitando" o couro natural, sendo feito de PVC, um derivado de petróleo.
    • Processos de produção do Couro Natural:
      Começa na própria atividade pecuária, seguida pela decepação dos animais, o descarne nos abatedouros e a aplicação de conservantes químicos.
      • É gerado muita poluição e problemas climáticos nessa etapa, como a alta emissão de gás metano:
      • > considerado o terceiro gás que provoca efeito estufa
      • > possui um potencial de aquecimento 60 vezes maior que o C02
      • >tem alta capacidade de absorção radiação infravermelha (calor), o metano gera outros gases do efeito estufa - CO2 e O3
      • Outras substâncias geradas:
      • >gasosa: Gás amoníaco (NH3) que, se inalado provoca corrosões, COV*, compostos orgânicos que possuem alta pressão atmosférica e um odor desagradável;
      • >líquida: Líquidos eliminados pelas peles e restos animais (sal) e contaminação das águas superficiais
      • >sólida: Ácido sulfídrico (H2S), NH3, COV* e contaminação do solo e águas subterrâneas.
        1. Ribeira:
        • operação que deixa o couro sob a ação de uma substância que contém água que hidrata, limpa e prepara a pele para curtir.
        • resíduos gerados que contaminam o meio ambiente em forma gasosa: H2S, NH3, COV* e odor desagradável
        • líquida: Cal, sulfeto de sódio, cloreto de sódio, aminoácidos, abulmina e contaminação das águas superficiais
        • sólida: Restos de animais (colágeno, tecido muscular, gordura e sangue) e contaminação do solo e águas subterrâneas.
        2. Curtimento:
        • realizado em duas etapas: difusão e fixação na qual se procuram favorecer a reação das moléculas curtentes com a estrutura protéica.
        • gases produzidos em forma líquida: ácidos minerais e orgânicos, cromo, taninos e contaminação das águas superficiais.
        3.Acabamento:
        • o conjunto final das etapas que confere ao couro o seu aspecto definitivo.
        • Para tal, é necessário uma máquina de seção de acabamento onde há a aplicação de produtos químicos à superfície dos couros.
        • Desta reação resíduos contaminantes do ar atmosférico são gerados:
        • forma gasosa: COV* e odor desagradável
        • líquida: Banhos residuais contendo cromo, taninos, sais, corantes, óleos, etc e contaminação das águas superficiais
        • sólida: Restos de couro (pó, farelo, recortes semi-acabados e acabados), pó de lixa e resíduos de tintas e resinas.
        Couro Sintético:
        • Ele não é nem couro nem ecológico.
        • É feito de PVC (derivado de petróleo).
        • Tem em sua composição fibras sintéticas como nylon, poliéster e poliuretano, todos com tempo de degradação de aproximadamente 400 anos e derivados do petróleo.
        • Roupas feitas de couro sintético podem sujar terrenos baldios ou entupir os mares por muito tempo, oferecendo risco para os animais marinhos.
        • A publicidade e marketing, através da mídia, difundem um valor de consumo "ecologicamente correto".
        Conclusão:
        • A linha de roupas criada, geradora de eletricidade, não é exatamente ecológica, como afirma sua criadora, a empresa XS Labs dos EUA.
        • Tais vestidos podem ser uma nova fonte de energia a partir da energia cinética do corpo, mas estes também geram muito impacto ambiental, por serem feitos de couro legítimo e sintético.
        • O couro legítimo é responsável por aumentar o efeito estufa e a poluição do ar atmosférico.
        • O couro sintético: é derivado de uma fonte de energia não renovável e composto pro fibras que chegam a demorar até 400 anos para se decomporem, gerando maior poluição e comprometendo a vida marinha.
        • Substituição de sua composição, couro legítimo e sintético, para a de tecidos sustentáveis, feitos de partes que já existiam antes, economizando água, energia e matérias-primas, utilizados no processo de produção das roupas, evitando o acúmulo do material em lixões e aterros e prolongando sua vida útil.

      sábado, 18 de setembro de 2010

      Considerações Finais

      A linha de roupas criada, geradora de eletrcidade, não é exatamente ecológica, como afirma sua criadora, a empresa XS Labs dos EUA. Seus vestidos podem ser uma nova fonte de energia a partir da energia cinética do corpo, mas estes também geram muito impacto ambiental, por serem feitos de couro legítimo e sintético.
      O couro legítimo, desde sua extração até o acabamento, é responsável por aumentar o efeito estufa e a poluição do ar atmosférico, liberando, durante seu processo de produção, substâncias gasosas, líquidas e sólidas altamente contaminantes do meio ambiente. Já o couro sintético, além de ser derivado de uma fonte de energia não renovável, o petróleo, é composto pro fibras que chegam a demorar até 400 anos para se decomporem, gerando maior poluição e compremetendo a vida marinha.
      Deve-se pensar nos limites: a natureza precisa exalar oxigênio (mais árvores) suficiente para absorver o carbono da atmosfera (menos resíduos tóxicos). Por outro lado, existem problemas sociais a serem resolvidos que podem merecer mais recursos naturais do que o necessário para grandes inovações tecnológicas, como é o caso dos vestidos da XS Labs. Neste contexto, uma possível solução para a não sustentabilidade destes vestidos seria a substituição de sua composição, couro legítimo e sintético, para a de tecidos sustentáveis, feitos de partes que já existiam antes, economizando água, energia e matérias-primas, utilizados no processo de produção das roupas, evitando o acúmulo do material em lixões e aterros e prolongando sua vida útil. Assim, tais vestidos seriam duplamente benéficos ao meio ambiente, sendo sustentáveis e criando uma nova fonte de energia renovável.

      sexta-feira, 17 de setembro de 2010

      Referências Bibliográficas

      ARAÚJO, M.A. Produtos ecológicos para uma sociedade sustentável. Disponível em: http://www.idhea.com.br/pdf/sociedade.pdf. Acesso em: 08/set.2010.

      BARROS, I.S. O luxo do lixo: eco design uma nova perspectiva para a indústria da moda.
      Universidade de Pernambuco. Disponível em: http://www.antennaweb.com.br/edicao6/artigos/edicao6artigo4_eco.pdf. Acesso em: 03/set.2010.

      CANTO, E.L. Minerais, Minérios, Metais - De onde vêm? Para onde vão?. 2.ed. São Paulo: Moderna, 2004.p. 136-138.

      IHA, O.K.; SUAREZ, P.A.Z.Composição e análises físico-químicas das diversas oleaginosas para a produção de combustíveis alternativos. Universidade de Brasília, Instituto de Química, CP 4478, 70904-970, Brasília- DF, Brasil. Disponível em: http://e-groups.unb.br/iq/pg/resumo/osvaldo.pdf. Acesso em: 10/set.2010.

      JÚNIOR, A.R.P.; KOZLOWSKI, L.A.; CORAIOLA, M. Fibras. Universidade Católica do Paraná. Disponível em: http://hotsite.marista.org.br/congressobio/EnvioArquivos/08-06/artigos/Airton%20R%20Pinto%20Jr,%20Luiz%20A%20Kozlowski%20e%20Márcio%20Coraiola_Fibras.pdf. Acesso em: 10/jun.2010.

      MOTTA, R.S. Os impactos ambientais da alca no Brasil. Rio de Janeiro, julho de 2003. Disponível em: http://getinternet.ipea.gov.br/pub/td/2003/td_0962.pdf. Acesso em: 03/set.2010.

      NETO, S.P.; PINTO JR., A.R. Energia. São José dos Pinhais, PR. Disponível em: http://hotsite.marista.org.br/congressobio/EnvioArquivos/08-06/artigos/Sylvio%20Pellico%20Netto%20e%20Airton%20Rodrigues%20P%20Jr_Energia.pdf. Acesso em: 10/jun.2010.

      SEABRA, L.G. Fashion Cibernético – Algo para vestir, nem tanto, algo para interagir, um pouco mais. FAV da Universidade Federal de Goiás, UFG. Disponível em: http://www.anpap.org.br/2009/pdf/cpa/lavinnia_seabra_gomes.pdf. Acesso em: 02/ago.2010.
      SCHULTE, N.K; LOPES, L.L. Modapalavra e-periódico. Sustentabilidade Ambiental: Um desafio para a moda. Ano 1, n.2, ago-dez 2008, pp. 30 - 42. ISSN 1982-615x. Disponível em: http://www.ceart.udesc.br/modapalavra/edicao2/files/sustentabilidade_ambiental-neide_e_luciana.pdf . Acesso em: 05/set.2010.

      quinta-feira, 16 de setembro de 2010

      Resumo e palavras-chave

      Título: A possível sustentabilidade em roupas que geram energia
      Subtítulo: criação de vestidos com o intuito de serem uma nova fonte de energia possivelmente ecológicos.
      ou
      Roupas que geram eletricidade: uma nova fonte de energia possivelmente ecológica.
      resumo: Este artigo tem como objetivo descobrir se os vestidos que geram energia, apontados como ecológicos, criados pela empresa XS Labs são mesmo sustentáveis. Para tal, através descrição do processo de produção destes, veremos a sua relação com o meio ambiente.
      palavras-chave: meio ambiente; roupas; couro; couro sintético; energia
      abstract : This article aims to discover if the dresses that generate energy, indicated as green, created by the company XS Labs are really sustainable. To this end, through description of the production process of these, see their relationship with the environment.
      keywords: environment; clothes, leather, synthetic leather, power

      quarta-feira, 15 de setembro de 2010

      Desenvolvimento

      A empresa norte-americana XS Labs, criou em 2009 uma coleção de vestidos que, através da energia cinética do corpo, geram energia até para ligar um mp3. Esta inovação, traz como proposta a ideia de não gerar impacto ambiental, mas sim, possivelmente, uma nova fonte de energia. Porém, esta proposta não comprova a veracidade de que seus vestidos, que são feitos de couro sintético e couro legítimo, não causam impactos ambientais. Assim para melhor analisar como agem e do que são compostos estes três vestidos criados pela XS Labs, na primeira etapa da pesquisa iremos descrevê-los mais precisamente, tentando também, através dos processos de produção do couro, apresentados na segunda etapa, e sua matéria-prima, ver se estes são realmente ecológicos.
      
      (Figura 1)Vestido "Sticky", da coleção da XS Labs 2009
      Fonte:  http://featuresfashion.blogspot.com/2009/11/captain-electric-modela-o-corpo-e.html
      
      O primeiro vestido, o "Sticky", é feito de couro sintético, o que impede o movimento natural do corpo. Suas mangas são amarradas como cascas duras no tórax e quadril (Figura 1). Tal restrição faz com que o corpo se mova em movimentos mais acentuados e potentes, ativando a produção de energia para abastecer o vestido. Este poder gerado fica acumulado e assim alimenta uma série de sistemas de "LEDs", integrados em formas de silicone, fica escondido por ser costurado no bolso.
      micro-lâmpadas, os
      
      (Figura 2)Vestido "Stiff", da coleção da XS Labs 2009
      Fonte:  http://featuresfashion.blogspot.com/2009/11/captain-electric-modela-o-corpo-e.html
      
       Já o "Stiff", também feito de couro sintético, lembra a postura causada pela rigidez muscular, tendo uma silhueta que chama a atenção para as costas e os ombros do indivíduo (Figura 2). Como ela faz  pressão nas costas do usuário, a energia gerada ativa um mp3 player e alto-falante integrado ao capô.
       Por fim, o "Itchy" tem a silhueta de couro legítimo costurado e decorado com grandes colares de lã (Figura 3). O resto é cercado com estruturas em camadas, oferecendo uma sensação de conforto. As camadas dos colares são rodeadas de golas volumosas de lã e seus sistemas"itchiness" obrigam o usuário a  movê-las para trás e para frente sobre o corpo.
      (Figura 3)Vestido "Itchy", da coleção da XS Labs 2009
      Fonte:  http://featuresfashion.blogspot.com/2009/11/captain-electric-modela-o-corpo-e.html


       Na segunda etapa, através de subdivisões, vamos descrever, detalhadamente, desde a primeira forma de produção de couro até a forma utilizada atualmente com os avanços tecnológicos, bem como sua relação com o meio ambiente.
       - O COURO LEGÍTIMO E SINTÉTICO:
      A origem do couro nos mostra que, desde antigamente, o homem vem utilizando o couro como matéria-prima para diversas áreas.
      Ao longo de sua evolução, o homem procurou obter, a partir da pele, praticamente todos os artefatos de que necessitava, ou seja, recipientes, vestimentas, armas de caça, artefatos guerreiros e sandálias. A pele e o couro também serviram como elemento de construção nas primeiras cabanas.
      O couro natural, como era retirados dos animais, tornava-se rígido e rapidamente apodrecia. Logo, o homem foi desenvolvendo formas de tornar o couro cru em couro curtido, por meio da utilização de óleos de animais para a conservação mais prolongada das peles.
      Com o tempo, as diversas maneiras de curtimento e conservação do couro evoluíram até o surgimento  de vários tipos de couro, como o sintético, que é obtido artificialmente "imitando" o couro natural, sendo  feito de PVC, um derivado de petróleo.

      - PROCESSOS DE PRODUÇÃO DO COURO :
      O Couro, por ser um produto natural,  exige particularidades decorrentes da criação e do processo de industrialização dos animais.
       A produção de todos os tipos de  couro começa na própria atividade pecuária, seguida pela decepação dos animais, o descarne nos abatedouros e a aplicação de conservantes químicos. Nesta etapa, é gerado muita poluição e problemas climáticos como a alta emissão de gás metano, que é considerado o terceiro gás que provoca efeito estufa (depois do dióxido de carbono e vapor d'água). Ele possui um menor tempo de residência na atmosfera, quando comparado com o CO2. No entanto, ele possui um potencial de aquecimento 60 vezes maior. Além da alta capacidade de absorção radiação infravermelha (calor), o metano gera outros gases do efeito estufa - CO2 e O3 troposférico e vapor de água estratosférico. Se houvesse na atmosfera quantidades iguais de metano e de dióxido de carbono, o planeta poderia  ser inabitável.
       Além disso,  na conservação e armazenamentos das peles, formam-se  muitas substâncias que são contaminantes do meio ambiente, que são resultantes em forma gasosa: Gás amoníaco (NH3) que, se inalado provoca corrosões, COV*, compostos (orgânicos que possuem alta pressão atmosférica sob condições normais a tal ponto de vaporizar significativamente e entrar na atmosfera) e um odor desagradável; líquida: Líquidos eliminados pelas peles e restos animais (sal) e contaminação das águas superficiais  e sólida: Ácido sulfídrico (H2S), NH3, COV* e contaminação do solo e águas subterrâneas.
       Após tratada, a pele do gado é vendida para os curtumes, onde será submetida a outros processos até que se obtenha o couro propriamente dito. O processo de fabricação do couro consiste basicamente em "transformar" a pele verde ou salgada do gado em couro, através de etapas feitas em uma indústria, que são ideais para a transformação do couro cru para a confecção de calçados, peças de vestuários, revestimentos de estofamentos de automóveis bem como de outros artigos. Tais etapas são: 1.Ribeira; 2.Curtimento; 3.Pré-acabamento e 4. Acabamento.

      1. Ribeira: é a operação que deixa o couro sob a ação de uma substância que contém água que hidrata, limpa e prepara a pele para curtir. Após a Ribeira, a pele do gado apresenta-se limpa e livre de qualquer material indesejado, porem não apresenta estabilidade, estando sujeita à deterioração e a putrefação. Nesta etapa, são gerados além da purificação da pele bovina, resíduos que contaminam o meio ambiente em forma gasosa: H2S, NH3, COV* e odor desagradável; líquida:  Cal, sulfeto de sódio, cloreto de sódio, aminoácidos, abulmina e contaminação das águas superficiais e sólida: Restos de animais (colágeno, tecido muscular, gordura e sangue) e contaminação do solo e águas subterrâneas.
       2. Curtimento: é realizado em duas etapas, a inicial é a de difusão, onde são favorecidos a  penetração dos princípios ativos pelo ajuste de pH das peles e das concentrações das soluções com os agentes curtentes, e a etapa final é de fixação na qual se procuram favorecer a reação das moléculas curtentes com a estrutura protéica.
      A primeira etapa começa pelo manuseio de equipamentos dotados de um grande cilindro oco (tambor), os fulões, geralmente de madeira, em cujo interior são dispostas as peles que os operários  manejam em lote de  couros recém-saído da etapa de  ribeira, para a seqüência das operações. 
      Os curtumes são responsáveis por grande parte da geração de resíduos que afetam o meio ambiente, os quais, gerados no processo de curtimento, são classificados em: gases e emissões, aparas, serragem e lodos da estação de tratamento de efluentes líquidos e aqueles provenientes dos banhos. A produção de couro, até o estágio do pré-acabamento, produz 85% do resíduo ambiental da cadeia produtiva. Estes gases e emisões são produzidos a partir da reação química das moléculas curtentes com a estrutura protéica e se apresentam em forma líquida, sendo: ácidos minerais e orgânicos, cromo, taninos e contaminação das águas superficiais.
      3.Pré-Acabamento: já na máquina descarnadeira, ocorre a remoção da grande quantidade de carne aderida à superfície interior e, principalmente, inferior das peles do gado. Com isso, é feita a operação de recorte e ajuste das extremidades das peles bovinas, após descarne e divisão delas.
      A segunda etapa vai desde o estiramento e secagem das peles até a absorção, em operações físico-mecânicas onde se aplicam produtos à superfície dos couros e polímeros termoplásticos para dar algumas das propriedades físicas finais aos couros.
      4.Acabamento: é o conjunto final das etapas que confere ao couro o seu aspecto definitivo. Para tal, é necessário uma máquina de seção de acabamento onde há a aplicação de produtos químicos à superfície dos couros. Desta reação entre os produtos químicos e as peles bovinas, resíduos contaminantes do ar atmosférico são gerados em forma gasosa: COV* e odor desagradável; líquida: Banhos residuais contendo cromo, taninos, sais, corantes, óleos, etc e contaminação das águas superficiais e sólida: Restos de couro (pó, farelo, recortes semi-acabados e acabados), pó de lixa e resíduos de tintas e resinas.

      - PROCESSOS DE PRODUÇÃO DO COURO SINTÉTICO:
      A matéria-prima usada no processo de curtimento do gado, pode ser vinda de três fontes diferentes: vegetal, mineral e sintético. Este último, sendo o tipo de couro pesquisado por nós e usado na composição dos três vestidos.
       Sintético: Detalhadamente, os processos de produçao do couro sintético, além de serem as mesmas do couro natural, são feitas a partir de duas fases. A primeira fase é a preparação do plastisol que consiste em PVC, poliuretano, micro fibra de couro natural e outros agentes químicos. Depois disso, o plastisol é aplicado sobre o tecido preparado, formando então, uma raspa aveludada imitando o couro. A segunda fase, é a preparaçao de outro plastisol, especialmente formado para formar a outra parte do material que é coberto por uma camada de pvc ou poliuretano e aplicado sobre o material adquirido na primeira fase, formando então um couro sintético de dupla face.
       Para tal, os curtentes principais utilizados são: “Sintans”/”sintanas”/”sintanos” – uso exclusivo (mais raro) ou combinado com o cromo ou taninos (mais comum), em curtimento ou recurtimento (após cromo ou taninos) – produtos sulfonados de fenol, cresol e naftaleno ou resinas de poliuretanos ou acrílicas; alguns aldeídos modificados também podem ser utilizados.
      Produtos auxiliares: Agentes pré-curtentes, branqueadores, seqüestrantes, engraxantes.
       A questão do“couro sintético” é um pouco mais preocupante do que a do couro legítimo, já que ele não é nem couro nem ecológico. Existem vários materiais chamados de couro sintético, mas que são feitos de PVC (derivado de petróleo). O couro sintético tem em sua composição fibras sintéticas como nylon, poliéster e poliuretano, todos com tempo de degradação de aproximadamente 400 anos e derivados do petróleo, fonte de energia que dentro de pouco menos que 4 anos pode acabar, como afirmam os engenheiros Netto e  Pinto Jr (2010).
      A análise da química é de extrema importância para o couro e muitos outros processos propriamente ditos. A indústria, o processo do couro e as análises químicas estão unidos indiretamente, sendo dependente diretamente uma da outra, cada uma delas tendo funções fundamentais para que o couro se transforme em matéria prima.
      Todos os produtos sintéticos levam milhares de anos para se decompor naturalmente. Roupas feitas de couro sintético podem sujar terrenos baldios ou entupir os mares por muito tempo, oferecendo risco para os animais marinhos. Entra então o papel da publicidade e marketing, que através da mídia, difunde um valor de consumo “ecologicamente correto”. Alguns, acrescentam este valor até mesmo ao que não possui vantagens ecológicas divulgando, por exemplo, que seu produto é reciclável, sem existir a coleta deste material após o consumo para que ele seja de fato reciclado. Um exemplo é chamar o couro sintético de “couro ecológico”.
      Segundo afirma o engenheiro Pacheco (2005), uma vez que você extrai petróleo para produzí-lo, você está gastando um recurso não renovável, enquanto pode ser mais correto utilizar o couro natural de um animal que exista controle de população.
      Fontes: http://featuresfashion.blogspot.com/2009/11/captain-electric-modela-o-corpo-e.html ; http://ecotrendstips.wordpress.com/2009/10/;
      http://modafeevale.wordpress.com/2009/12/14/moda-movimento-energia-uma-receita-sustentavel/#more-1076http://hotsite.marista.org.br/congressobio/Paginas/Detalhes_08artigos.aspx?ID='4'; http://hotsite.marista.org.br/congressobio/Paginas/Detalhes_08artigos.aspx?ID='2'; http://www.cicb.com.br/noticias-do-mercado-do-couro.php;
      http://www.cetesb.sp.gov.br/Tecnologia/producao_limpa/documentos/curtumes.pdf; http://e-groups.unb.br/iq/pg/resumo/osvaldo.pdf; http://www.idhea.com.br/pdf/sociedade.pdf; http://www.ceart.udesc.br/modapalavra/edicao2/files/sustentabilidade_ambiental-neide_e_luciana.pdf;

      Grupo - 9ºD
      Vivianne n°36
      Renata n°29
      Natália n°25
      Ana B. n°02
      Victor Brunello n°33

      quinta-feira, 2 de setembro de 2010

      Couro Sintetico e os impactos ambientais

      -roupas e produtos ecologicos contribuem para o desemvolvimento de um modelo economico sustentável, ajudam o planeta.sao exemplos desses produtos as roupas de algodao organico, de fibra vejetal e de couro vegetal(emborrachado de latex imitando couro).
      -o couro normal gera impactos ecologicos, entao uma opçao para isso seria curtir a pele em tanino(extrato vegetal)com curtente transformando-o em um couro que possui alta qualidade,resistencia, e possui bom comercio.
      -o processo é de baixo custo e trara muitos beneficios
      Ana Beatriz n°2
      fonte:
      -CC Hilbig - VARIA SCIENTIA, 2009 - e-revista.unioeste.br

      -http://www.idhea.com.br/pdf/sociedade.pdf

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                                TEXTO PARA O DESENVOLVIMENTO

                  Hoje em dia, com todas as preocupaçoes ecologicas, estao sendo ultilizados produtos, e até mesmo roupas de materiais ecologicos, como o algodão organico e o COURO SINTETICO.
                 Como o couro normal gera impactos ecologicos, está sendo ultilizado o couro sintetico que consiste em curtir a pele em tanino(extrato vegetal)com curtente trasnformando-o em um material resistente e de qualidade.Ele tem sua composiçao de fibras sinteticas como nylon,poliester e poliuretano, alem do fato de ser facil de limpar e ser muito vendido, pois tendo em vista que ele é muito mais barato que o couro normal, mais pratico e nao gera impactos ambientais, que sao um dos maiores problemas da atualidade.
                Ate agora pensamos que o couro sintetico era totalmente ecologico, ou seja, nao causava impacto ambiental algum, mas a verdade é que alguns desses materias tambem causa impactos ambientais, como o couro sintetico que é produzido com PVC que é um derivado de petroleo, esse material so nao gera impactos quando é produzido com PVC reciclado, já o couro ecologico é menos poluente que o sintetico, pois usam substancias naturais e biodegradáveis, tem menos restricoes no mercado e usam menos agua.
                 Em geral o couro ecologico é feito de pele de animais, a diferença esta no processo de curtimento: em vez de usar metais pesados, em especial o cromo, ele usa substancias alternativas, como os taninos vegetais.
                  Detalhadamente, os processos de produçao d couro sintetico sao os seguintes: a primeira fase é a preparaçao do plastisol que consiste em PVC, poliuretano, micro fobra de couro natural e outros agentes quimicos, depois disso o plastisol é aplicado sobre o tecido preparado, formando entao, uma raspa aveludada imitando o couro; a segunda fase é a preparaçao de outro plastisol, especialmente formado para formar a outra parte do material que é coberto por uma camada de pvc ou poliuretano e aplicado sobre o material adquirido na primeira fase..formando entao um couro sintetico de dupla face, sendo uma em forma de pele de couro e outra em forma de couro lissou gravado.
                 Tendo em vista os processos de produçao e o fato de que o couro sintetico é feito de petroleo, podemos perceber que ele gera menos impactos que o couro tradicional alem de ser mais barato, mas mesmo assim gera impactos ambientais, uma opçao seria ultilizar o couro ecologicoque é produzido apartir de materiais alternativos e PVC reciclado alem de seu curtimento ser feito com menos agua e evita o uso de metais pesados como o cromo, ultilizando materiais alternativos, mas tendo isso em vista nao sabemos se a roupa geradora de energia pode ter seu couro sintetico substituido por couro ecologico tendo os mesmos efeitos(gerar energia)

      Ana Beatriz nº2